<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484</id><updated>2011-08-03T13:16:50.133-03:00</updated><title type='text'>Rubens Antonio</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-4872307806104872109</id><published>2011-02-10T17:57:00.001-03:00</published><updated>2011-02-10T18:00:52.574-03:00</updated><title type='text'>"Estrelas"... por Oswaldo Montenegro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-eMF6p-5Tu1U/TVRR9jus2aI/AAAAAAAACDY/b2PTit5lCBc/s1600/MosaicCintOrio_martinez900.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-eMF6p-5Tu1U/TVRR9jus2aI/AAAAAAAACDY/b2PTit5lCBc/s320/MosaicCintOrio_martinez900.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572168756969134498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;"Pela marca que nos deixa&lt;br /&gt;A ausência de som que emana das Estrelas&lt;br /&gt;Pela falta que nos faz&lt;br /&gt;A nossa própria luz a nos orientar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doido corpo que se move&lt;br /&gt;É a solidão nos bares que a gente frequenta&lt;br /&gt;Pela mágica do dia&lt;br /&gt;Que independeria da gente pensar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me fale do Seu medo&lt;br /&gt;Eu conheço inteira Sua fantasia&lt;br /&gt;E é como se fosse pouca&lt;br /&gt;E a Tua alegria não fosse bastar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu não estiver por perto&lt;br /&gt;Canta aquela música que a gente ria&lt;br /&gt;É tudo que eu cantaria&lt;br /&gt;E quando eu for embora... Você cantará..."&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-4872307806104872109?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/4872307806104872109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=4872307806104872109' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/4872307806104872109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/4872307806104872109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2011/02/estrelas-por-oswaldo-montenegro.html' title='&quot;Estrelas&quot;... por Oswaldo Montenegro'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eMF6p-5Tu1U/TVRR9jus2aI/AAAAAAAACDY/b2PTit5lCBc/s72-c/MosaicCintOrio_martinez900.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-8229167415110226427</id><published>2010-11-05T17:52:00.005-03:00</published><updated>2010-11-05T17:56:34.484-03:00</updated><title type='text'>"Mayara Petruso e um Nordeste que não conheço"</title><content type='html'>Merece replicação.  &lt;br /&gt;Copiado do blog;&lt;br /&gt;http://www.amalgama.blog.br/11/2010/mayara-petruso-nordeste/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;"Mayara Petruso e um Nordeste que não conheço"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;por Raphael Douglas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para não aceder à humanidade, as&lt;br /&gt;pessoas se atiram nas profundezas sombrias&lt;br /&gt;da doutrina zoológica que é o racismo.”&lt;br /&gt;Franz Kafka&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Raphael Douglas – Vou citar uma expressão das ruas que ouvi ontem quando um amigo leu as ultimas manifestações pós-eleição no twitter. Perdoem-me a citação. Disse: “Se filho da puta voasse, seria impossível ver o céu no Brasil.” O proferiu sem muita eloqüência, mas quis dizer que não acredita que toda a população nacional tenha ideias como as que veremos abaixo, afinal, restariam pessoas coladas ao chão tentando observar o azul do céu obnubilado pelo preconceito. Concordo com ele. É óbvio que existem muitos indivíduos que pouco se importam com as diferenças regionais, de sotaque ou mesmo da renda per capita da cidade onde se vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça em questão responsabiliza categoricamente o Nordeste pela vitória de Dilma Rousseff. Todavia, como afirma a redação da Rádio Criciúma, “as postagens dos internautas responsabilizando o Nordeste pela vitória petista, mostram seu desconhecimento dos números da eleição, já que se o Nordeste fosse excluído dos cálculos, Dilma ainda venceria Serra, com uma diferença de cerca de 1,3 milhão de votos.” O fato de buscar a desalienação das informações rasas é um bom exercício ao espírito. Não tiraria nunca como informação universal que todos os paulistanos exercem a conduta da senhorita Mayara Petruso. Aliás, os paulistanos que conheço são gente de caráter altivo e admirável. A amizade e a admiração transcendem qualquer diferença, aproxima pessoas. A pétrida Petruso já pediu desculpas. Mas a pedra que ela atira é apenas mais uma que ajuda a erguer a montanha da infâmia. Pedir desculpas não resolve fundamentalmente a questão que existe muito antes do twitter nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TNRu_i9pcTI/AAAAAAAAB84/de4JaWXAzK4/s1600/mayara-petruso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 191px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TNRu_i9pcTI/AAAAAAAAB84/de4JaWXAzK4/s320/mayara-petruso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536171879941370162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu adquiri consciência, ou seja, quando obtive as primeiras percepções de mim mesmo, me foi dito que eu era homem, brasileiro e nordestino. Quando pequeno, o juízo de valor estava distante então não entendia o que o último predicado queria dizer. Pois bem, o sucesso negativo, mais uma vez, nas redes sociais é o tratamento de um ente que sinceramente não conheço. Chama-se: Nordeste. E o pior, dizem que é onde eu vivo. Há anos me amotino e me questiono se não sou esquizofrênico. Penso em procurar ajuda especializada, pois creio estar projetando ao meu redor um mundo que não corresponde ao que ele é de fato. Pois, quando acordo de manhã e falo com meu vizinho, ele não passa fome, aliás, pelo que vejo de suas posses materiais, nem ele e nem sua geração futura passarão. Saio à rua e dou bom dia ao segurança da esquina. É nordestino, trabalha como segurança (no Nordeste) e tem um grau de alfabetização relativamente sofisticado. Todos no Nordeste são alfabetizados? Não, eu sei. Mas o segurança sabe mais dos presidentes da república que passaram pelo Brasil do que eu. Vou trabalhar: dou aulas para um monte de nordestininhos. Não são ignorantes e não passam fome. Aliás, pelo que vejo, não passarão. Nenhum deles faz uso das bolsas assistencialistas atuais. Os donos da escola são nordestinos especialistas em técnicas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento de futuros profissionais nordestinos (e não só para o Nordeste).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 31 de outubro de 2010, fui, como qualquer nordestino ou brasileiro, exercer meus deveres de cidadão. Presenciei vários eleitores de Dilma Rousseff, eleita devido a popularidade de um Nordestino, que não chegavam montados em jumentos ou usavam chapeuzinho de couro. Vinham em ônibus bem conservados, em carros novos, alguns até muito caros e suntuosos. Pude observar também um bom número de serristas, que por sinal, na cidade em que moro, ainda que não sejam a maioria, têm muito gosto de votar em José Serra e seu partido. Serra é muito respeitado entre os ricos e super ricos. O curioso é que os super ricos nasceram aqui. Falam PRÉSIDENTI E ÉLÉIÇÃO. Nordestinos são entes submetidos às leis e possuem escolhas livres, logo, são seres humanos. Sendo assim, é possível que votem ou não em Serra ou em quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Votei e fui comer numa multinacional insuportavelmente lotada de nordestinos. Não passavam fome, mas ao contrário pagavam 32 reais num simples Big Apple. Então quer dizer que o Nordeste, na visão de quem escreve agora, é a maravilha do mundo? Calma. Ao sair da multinacional, passando por um viaduto, construído por nordestinos e para nordestinos (e visitantes) circularem pela cidade, observei que a favela de sempre está lá: cheia de nordestinos e eles não estão bem. Sofrem com violência e abandono do governo. Assim como há “Brasis”, há nordestes. Assim como no Nordeste há dinheiro, há a completa ausência dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas caminhemos. O que me assusta é a maneira como chega a ideia de Nordeste fora do Nordeste. Parece haver um Nordeste medieval sendo citado nas mídias. Chão rachado, ausência de água e recursos simples. É como se o lugar, na sua totalidade, vivesse apenas mendigando commodities. E o esquizofrênico que vos fala, sempre que vê o Nordeste, descobre oportunidades profissionais, olha pela janela de casa e enxerga arranha-céus, bairros tradicionais, parques públicos bem arborizados e saudáveis, classe média, baixa e pessoas sem oportunidade, esquecidas pelo governo que é formado, também, por nordestinos. Como em qualquer lugar do Brasil, no Nordeste há a pitoresca convivência do medieval com o moderno e tecnológico, do paupérrimo com o fetiche do luxo. Brasil que nada mais é do que mais um país da subdesenvolvida América Latina. Paulistanos, Gaúchos, Cariocas, Paraenses, Baianos, Capixabas, Potiguares, entre outros, participam de um mesmo predicado: brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de quem é a responsabilidade da imagem desse tal Nordeste paralelo? Primeiro, e sem dúvida, dos políticos nordestinos. Mas por quê? Simples, A indústria da seca! Seca essa que só vi umas duas vezes na vida. Essa indústria enche os bolsos dos políticos tortuosos. Ela existe, é óbvio e além de óbvio é triste. Coisas da facticidade. Mas, por Deus! Há água no lençol freático dos sertões! Por que não gastar milhões e fazer a água emergir? Não interessa aos “coronéis”. É muito mais oneroso tratar a favelização, do que a manutenção do povo em sua terra natal. Como diria Aristóteles, bem antes dos geneticistas, um erro no início, acarreta um erro ainda maior no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa não é expressamente da mídia, ainda que seja ela a responsável por vincular imagens e estereótipos. Chega desse escandalozinho contra a afundação (sic) Roberto Marinho, como se ela fosse réu todo o tempo. E olhe que não vejo essa rede de TV há anos, não aprovo seus métodos e filosofia. Enfim, uma coisa importante é começar a trabalhar fenomenologicamente o conceito de nordestino. Os humanos que vivem amontoados nas periferias do Rio e de São Paulo não são o conceito universal de nordestino. Eles têm em si certos predicados essenciais. Mas não vivem mais no Nordeste, assumiram o ethos de outro lugar. Quando a Petruso pede que se afogue um nordestino, ela o pede em favor de São Paulo. Mas São Paulo não é Nordeste. Pelo que sei, a cidade supracitada abriga um monte de gente que no Nordeste não teve chance alguma. Fiquei extremamente ofendido numa das viagens que fiz e não fui considerado aparentemente um ente nordestino. Motivo alegado? Sendo bem direto e sem falso moralismo: sou branco, cara de europeu (libanês, árabe ou judeu, foi o que ouvi), tenho 1,87 cm de altura, não passo fome, estava fazendo turismo e gastando dinheiro. Essa é a evidência, a informação positiva. Logo, deve haver o conceito negativo e esse tem sido tomado erroneamente como fator universal. Achei absurdo o desconhecimento histórico. A genética de onde venho obviamente é portuguesa, com despejos genéticos holandeses, da forte presença negra, indígena, árabe, devido ao passado da união ibérica, em suma, mestiça por inteiro: que belo! E não sou 1% menos nordestino por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos lá. Conceito obtido por negação. Ser nordestino é: passar fome, não ser branco, ter uma altura inferior a 1,65 cm e ter inscrito na genética da existência que a migração é o fator necessário para melhorar de vida. Sejamos honestos. Esse papo furado de região inferior é uma balela. No Nordeste existem psicopatas, estelionatários, doleiros, criminosos, colarinho branco e, também, muito preconceito reverso. Discurso de etnia oprimida, além de versar sobre algo que não existe, não justifica ações como essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TNRvL7WrJQI/AAAAAAAAB9A/uOlYQxEOFPU/s1600/orkut.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 146px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TNRvL7WrJQI/AAAAAAAAB9A/uOlYQxEOFPU/s320/orkut.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536172092647220482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observaram? Nordestinos também são preconceituosos. É um déficit ontológico. Atinge qualquer um. Longe, muito longe de ser um lugar perfeito, o Nordeste e suas capitais nada mais são do que megapixels na pobre América latina. Tristes trópicos! Diria o mais recente intelectual finado. No fim das contas somos todos iguais quando vistos desde fora. Para um norte-americano médio, por exemplo, não somos muito diferentes dos nossos vizinhos, ou seja, a “nata do lixo”. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Buenos Aires, Santiago, La Paz, Bogotá, San José, San Salvador, Cidade da Guatemala, Montevidéu, Caracas, Manágua, Tegucigalpa, Panamá, Assunção, Lima, entre outras, são America Latina e ponto. Deste ponto de vista, não parecem ridículas essas refregas regionais? O que falta para o Brasil se conhecer autenticamente? Até onde é possível perdoar a ignorância, aliás, a desinformação? Como iniciar um projeto de veiculação da imagem das vidas reais nas cidades brasileiras? A quem interessa que o raso e o superficial continuem pedagozigando nossa ideia de Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companheira Mayara certamente agiu emotivamente devido à força da história. Presenciou seu candidato em derrocada. Mas é aí que conhecemos os homens cautos e os desmedidos, os racionais e os estomacais. Na emoção, ela honestamente transcendeu a hipocrisia e vomitou as substâncias que permeiam seu organismo. É uma preconceituosa. Ricardo Timm, grande pensador nacional, diz que “o preconceituoso é a mais precária das criaturas: qualquer um, qualquer salafrário inteligente, qualquer ideologia delirante, faz dele uso e abuso. Sonhando a vida inteira em não ser mais do que lixo, o preconceituoso se realiza quando é transformado efetivamente em lixo para a combustão da exploração e violência contra o outro. Essa é sua única festa, a única a que se permite; não ser, no fundo, nada, é seu sonho mais recôndito, e habitar uma região onde a esperança possa alcançá-lo é sua concepção de porto seguro. Morto-vivo, capitulou diante do mundo; fugiu da história para não ter de entender nem ao menos sua própria história. A atitude preconceituosa é a negação da inteligência, ou, o que dá no mesmo, a negação da abertura ao outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preconceituoso é aquele que discrimina. Normalmente, quando nos deparamos com o desconhecido, ou com o parcialmente conhecido, cometemos generalizações apressadas, induzimos inadvertidamente. Sim, é um movimento natural do intelecto mover-se por concepções prévias. Mas, como eu disse em outro texto, é inteligente notar que existe uma diferença abissal entre pré-conceito e discriminação. Toda indução é abusiva e toda dedução, incerta. Há uma ideia de Nordeste obscurecendo o que é o Nordeste Real. Não façamos isso com o Nordeste, não façamos isso com o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—–&lt;br /&gt;a primeira imagem foi retirada do blog de Renato Rovai&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-8229167415110226427?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/8229167415110226427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=8229167415110226427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8229167415110226427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8229167415110226427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2010/11/mayara-petruso-e-um-nordeste-que-nao.html' title='&quot;Mayara Petruso e um Nordeste que não conheço&quot;'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TNRu_i9pcTI/AAAAAAAAB84/de4JaWXAzK4/s72-c/mayara-petruso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-2710684900206186629</id><published>2010-10-15T18:54:00.020-03:00</published><updated>2010-11-03T18:47:42.235-03:00</updated><title type='text'>A Terrível Luminescência da Pala</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjQNAS2gJI/AAAAAAAAB6s/4ZVgWwd8DZ0/s1600/SacerdotisaPala+c.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjQNAS2gJI/AAAAAAAAB6s/4ZVgWwd8DZ0/s320/SacerdotisaPala+c.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528397464433229970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rubens Antonio da Silva Filho&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Comecemos pelo princípio... Uma canção. Uma música. Uma letra. Keith Reid, que, junto a Matthew Fisher e Gary Brooker, coautorou a letra, afirmou, quando inquirido pelos fãs, sobre o significado da canção, algo que foi contestado por estudiosos. Ele disse que sua música "é como olhar uma pintura abstrata". A declaração de alguns críticos é que a colocação do autor não é entendida como válida.&lt;br /&gt;Entretanto, é precisamente o que parece, uma Pintura... sonora. Talvez o melhor caminho seja aventurarmo-nos pelo traço de Pintura Surreal.&lt;br /&gt;Reid afirmou que ouviu, em uma festa, alguém dizer a uma mulher: "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;You've turned a whiter shade of pale...&lt;/span&gt;" A partir daí, derivou tudo.&lt;br /&gt;O resultado foi a bela composição em que Brooker "desenha" uma claríssima evocação da "Ária na Corda Sol", de Johann Sebastian Bach.&lt;br /&gt;O começo da composição remete a alguém descrevendo a vertigem que lhe dá no voluteio de uma dança. É um Fandango, uma dança de origem espanhola, tradicionalmente cantada e sapateada, sendo o "bate pé" levado até num ritmo hipnótico. O protagonista da canção começa a se sentir tonto, enjoado. A vertigem o toma, enquanto a alusão à embriaguez aparece na forma de uma bebida que chega, servida por um garçon.&lt;br /&gt;A embriaguez é uma referência básica para o acesso à visão, e ela se faz, nesta letra de canção através da dança, do volteio e da bebida. Conforme Brandão (1986, p.97), a Pitonisa ou Pítia, sacerdotisa maior de Apolo, "possivelmente, em estado de êxtase e entusiasmo [...] respondia às consultas que lhe eram feitas" . Era assim que ela "balbuciava palavras entrecortadas, que eram recolhidas pelos sacerdotes. Essas palavras incoerentes da pitonisa eram redigidas, a princípio, em verso hexâmetro e, mais tarde, também em prosa, e oferecidas como resposta às consultas formuladas". E vê-se esse protagonista diante de um velho Moleiro, que, em alguns contos e romances, é uma referência para um sábio, um mago, um astrólogo ou adivinho.&lt;br /&gt;O auge da música, a última frase, é quando o narrador vê o brilho de ou da “pale”... Jogue-se fora a tradicional tradução de “pale” para “pálido”... E releiam como o "brilho embranquecedor da pala". Porque a palavra “Pale” traduzida corriqueiramente por “pálido”... é um equívoco.&lt;br /&gt;Poucos evocam a ligação da palavra “Pale” com o “Vestal Virgins” anterior.&lt;br /&gt;A Pala é uma peça de vestuário.&lt;br /&gt;A Pala, o Pálido ou Alvo era, na Antigüidade Clássica, também é uma espécie de véu, um separador entre dois mundos.&lt;br /&gt;Na Roma Antiga, a Pala era, especialmente, o manto da Sacerdotisa Vestal maior.&lt;br /&gt;No contexto de embriaguez, com nuances claras de evocações de transcendência, a “Pale” tem que ser lembrada não como “pálida”, mas como um paramento, modo de véu ou o Manto Sagrado usado pela maior sacerdotisa de Vesta, ou mesmo podemos pensar a “Pàlida” como a própria sacerdotisa maior... Vesta era a deusa romana do Lar, filha de Cronos - Saturno, deus do tempo, e de Réa - Géa, a Terra. A ela também remete o comentário na mesma estrofe sobre as virgens vestais.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjVf2dGOmI/AAAAAAAAB7M/nh4Y0rVC6ik/s1600/Vestal+b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjVf2dGOmI/AAAAAAAAB7M/nh4Y0rVC6ik/s320/Vestal+b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528403285767502434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os romanos tinham, à entrada da casa, um recinto que era dedicado aos Lares, entidades benéficas da casa, com esculturas mostrando seus ancestrais. Havia um altar nesse ambiente. Pouco resta deles no "living room", mas procure que acha... fotos de família... às vezes, naquele ambiente de recepção e transição para o nosso mundo particular. Muitos dos emigrantes europeus que chegaram ao continente americano, no século XX, trouxeram consigo a tradição que foi desaparecendo do consciente e permanececendo só em rudimentos da memória. de uma “pala”, a sala de recepção... que tinha elementos predominantemente... “pálidos”, ou seja, claros, preferencialmente brancos...&lt;br /&gt;Releiam a música. Releiam junto a melodia. Sintam que ela é como o caminho suave de uma marcha das vestais, com seus mantos brancos, em um templo, que vai tomando o narrador.&lt;br /&gt;Creio que, por esse caminho, podemos chegar perto da transcendência que essa melodia provoca... e que também está quase oculta no texto.&lt;br /&gt;Ao começar a música &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Whiter Shade Of Pale&lt;/span&gt;, anuncia-se a dança de um Fandango. Esta é uma dança de origem espanhola, tradicionalmente cantada e sapateada, sendo o "bate pé" obrigatório nas modalidades tidas como mais rústicas, ou mais preservadas. Possui um compasso ternário (3/4) ou binário composto (6/8), em andamento forte, marcado pelo som das castanholas, com o acompanhamento de cordas.&lt;br /&gt;É sob tal som que o par desliza e volteia, e o protagonista da canção começa a se sentir tonto, enjoado. A vertigem o toma, enquanto a alusão à embriaguez aparece na forma de uma bebida que chega.&lt;br /&gt;A embriaguez é uma referência básica para o acesso à visão, e ela se faz, nesta letra de canção através da dança, do volteio e da bebida. Conforme Brandão (1986, p.97), a Pitonisa ou Pítia, sacerdotisa maior de Apolo, "possivelmente, em estado de êxtase e entusiasmo [...] respondia às consultas que lhe eram feitas" . Era assim que ela "balbuciava palavras entrecortadas, que eram recolhidas pelos sacerdotes. Essas palavras incoerentes da pitonisa eram redigidas, a princípio, em verso hexâmetro e, mais tarde, também em prosa, e oferecidas como resposta às consultas formuladas". E vê-se esse protagonista diante de um velho Moleiro, que, em alguns contos e romances, é uma referência para um sábio, um mago, um astrólogo ou adivinho.&lt;br /&gt;É nesse mesmo instante que o narrador vê, ao olhar para a sua acompanhante, o "brilho embranquecedor da pala".&lt;br /&gt;A Pala era um paramento, modo de véu ou o Manto Sagrado usado pela maior sacerdotisa de Vesta, a deusa romana, uma das maiores referências dentre as divindades cotidianas romanas. De fato, conforme recorda Barbara Abramo (1995), ela era a verdadeira personificação dos Lares. Neles nos quais o fogo íntimo queimava, cozinhando a comida de cada dia, sendo sua referência esse mesmo fogo, que tinha representado em seu templo, daí presidindo os destinos de cada família e, por extensão, da cidade de Roma como um todo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjYbaxks8I/AAAAAAAAB78/kSwSSarQz84/s1600/DeusaVestacomSacerdotisasVestais.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 310px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjYbaxks8I/AAAAAAAAB78/kSwSSarQz84/s320/DeusaVestacomSacerdotisasVestais.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528406508152599490" /&gt;&lt;/a&gt;A deusa Vesta e sacerdotisas vestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta filha de Cronos - Saturno, deus do tempo, e de Réa - Géa, permaneceu virgem e casta apesar dos muitos pretendentes. Foi, por tal, presenteada por seu pai com a honra de ser a deusa mais venerada nas famílias, protegendo a castidade das filhas e esposas, tão prezada e importante para gregos e romanos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjXMkj0PwI/AAAAAAAAB7k/mE7c5FvR0l8/s1600/vestal_virgins_hi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjXMkj0PwI/AAAAAAAAB7k/mE7c5FvR0l8/s320/vestal_virgins_hi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528405153569586946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assim, era extremamente comum cada casa ter uma estátua ou estatueta de Vesta, que se apresentava segurando uma lâmpada, que simbolizava o fogo eterno, tendo um burro a seu lado, que um dia a protegeu de um estupro.&lt;br /&gt;De fato, os elementos referenciais de divindades tidas como caseiras eram extremamente prezados em Roma. Nos átrios das casas aparecia, com freqüência, uma capela dedicada aos lares, divindades protetoras domésticas, geralmente dominado por um pequeno fogo ritual. Era a lareira, próximo à qual estavam os bustos dos antepassados. E Vesta acabava atuando como uma protetora dos penates, que eram almas dos familiares antepassados que atuavam protegendo as suas famílias, os seus descendentes.&lt;br /&gt;Brandão (1986) indica a origem do seu nome na mesma família etmológica da Héstia grega, ambos os nomes vindo do indo-europeu ues, que significava "residir". Enquanto manifesta como Héstia, essa divindade era, no dizer de Brandão (1986), "mais um conceito abstrato, a Idéia da Lareira, do que uma divindade pessoal, o que explica não ser a grande deusa necessariamente representada por imagem, uma vez que o fogo era suficiente para simbolizá-la".&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjW5n44IGI/AAAAAAAAB7c/RaYYxRNXBpg/s1600/House+of+Vestal+Virgins.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjW5n44IGI/AAAAAAAAB7c/RaYYxRNXBpg/s320/House+of+Vestal+Virgins.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528404828045713506" /&gt;&lt;/a&gt;Ruína do templo das vestais, em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa civilização, tão apegada aos elementos de domínio particular, Vesta tinha importância fundamental e a sua instituição como elemento do próprio Estado foi assumida pelo segundo rei de Roma Numa Pompilius. Este fora, portanto, o sucessor direto de Rômulus, tendo gerido aquela então cidade-estado entre 715 aC e 673 aC. &lt;br /&gt;As primeiras sacerdotisas foram nomeadas por Numa, chamavam-se Canuleia e Tarpeia. Mas tarde, foi Sérvius que adicionou mais duas. &lt;br /&gt;O latim Vestale conduziu ao nosso vocábulo Vestal, que, além de ligações com a fonte, isto é, referência à deusa Vesta, ganhou contornos de Mulher "muito honesta", "casta ou virgem", "semelhante às vestais", "virginal". As Virgens Vestais aparecem na Bibliografia citadas como seis (Hermes Mirabel), dez (Brandão, 1986) ou dezesseis, outros que eram quatro no início, tornando-se seis mais tarde. De qualquer quer forma, estavam locadas em um pequeno mas importantíssimo templo de Vesta em Roma. Nele realizavam tarefas domésticas simbólicas, referenciando o apoio do Estado a seus elementos mais simples, que se revestiam de grande importância. &lt;br /&gt;Acima de tudo, tomavam conta do fogo sagrado que ardia continuamente num templozinho circular, localizado no Fórum romano. &lt;br /&gt;Escolhidas nas famílias patrícias, tinham, quando das suas eleições, entre os 6 e os 10 anos, sendo conduzir meninas mais novas ou velhas que isto à função sacerdotal considerado ilegal. &lt;br /&gt;Havia todo um conjunto de requisitos que deveriam ser preenchidos. Por exemplo, ambos os pais deveriam estar vivos, e não terem imperfeições físicas, especialmente defeitos auditivos ou de fala. Deveriam jamais ter sido escravos ou ocupado funções de trabalho menos nobres. Não poderiam ser eleitas vestais meninas que os pais residissem fora da Itália ou que já houvessem tido três filhos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjXeStjmkI/AAAAAAAAB7s/r9jwtuUXA7o/s1600/A+veiled+Vestal+Virgin+by+Raffaele+Monti+4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjXeStjmkI/AAAAAAAAB7s/r9jwtuUXA7o/s320/A+veiled+Vestal+Virgin+by+Raffaele+Monti+4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528405458016246338" /&gt;&lt;/a&gt;"Virgem Vestal velada", por Raffaele Monti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos mais antigos indicam que havia a seleção prévia de vinte meninas, já guiada pelo Pontifex Maximus, isto é, o grande sacerdote romano. Submetidas a uma assembléia sacerdotal, a escolha final caí sobre uma única. Essa era tomada pelo Pontifex Maximus, como já sendo propriedade da deusa Vesta. &lt;br /&gt;Uma outra via para que uma menina viesse a se tornar uma Vestal era aquele de ter um pai de origem nobre, o qual, simplesmente, a apresentaria ao próprio sumo pontífice. &lt;br /&gt;Em um livro, o romano Fabius Pictor registrou as palavras ditas pelo Pontifex Maximus, por ocasião da comunicação à menina, da sua sagração como vestal, enquanto abraçava-a:&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Te Amata Capio&lt;/span&gt;"... "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tomo-Te, Amata, para ser uma Sacerdotisa Vestal, que se encarregará dos ritos sagrados que são a Lei para uma Sacerdotisa Vestal realizar, representando o Povo Romano, nos mesmos termos que a melhor das Vestais&lt;/span&gt;." &lt;br /&gt;O Nome Amata, dito pelo sacerdote, é simplesmente o nome aceito como o da primeira mulher sagrada Virgem Vestal. &lt;br /&gt;Escolhida a menina, era levada ao templo de Vesta, não podendo ser, sem função disto, considerada emancipada nem prejudicada em testamento. &lt;br /&gt;A parti daí, seriam 30 anos no serviço sacerdotal, até, afinal, poder deixar as funções e o próprio templo. &lt;br /&gt;Durante os primeiros dez anos, eram adestradas no serviço, nas atribuições sacerdotais. Nos próximos dez anos, cabia à mesmas a execução das tarefas aprendidas. Suas vestes passariam a ser uma túnica de tecidos cinza e branco, e um grande manto avermelhado, enquanto a cabeça era coberta por um véu. Assemelhava-se esta veste ao traje nupcial, pois estava a vestal simbolicamente casada.&lt;br /&gt;As introdução das regras foi atribuídas a Phintys, uma mulher membro de uma comunidade pitagórica. Estas teriam sido escritas originalmente por Theano, já tida como a filha ou a esposa do próprio filósofos Pitágoras, e uma filha dessa, de nome Myia. &lt;br /&gt;Na verdade, considera-se que, além de não originalmente escritas por qualquer uma dessas, também não teriam sido escritas por qualquer mulher. De fato, elas não passavam de exercícios de retórica e tratamentos compostos por homens, provavelmente de diferentes lugares em momentos distintos. Conforme Thesleff, isso porque falam de elementos mais caros à ideologia masculina de então que à eminentemente feminina. Assim, tratam de pontos como a castidade feminina, tida como a maior virtude feminina, e o elenco dos deveres da esposa, destacando-se a obediência.&lt;br /&gt;Um comentário de um romano do século III aC traça bem a ambiência que gerou as regras das vestais, e que pode nos indicar bem as suas regras: &lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Agora algumas pessoas acham que não é apropriado para uma mulher ser uma filósofa, assim como não pode ser um oficial de cavalaria ou um político... Eu concordo que homens podem ser generais, oficiais urbanos em geral ou políticos, e a mulher deve permanecer dentro do lar, e receber bem, e cuidar bem do seu esposo... Se eu acredito que coragem, justiça e inteligência são qualidades que homens e mulheres têm em comum... Coragem e a inteligência são mais apropriadamente qualidades masculinas, em função dos seus corpos e mentes. A castidade é a qualidade mais apropriada da mulher... Uma mulher deve aprender a respeito de castidade e realizar tudo quantitativamente e qualitativamente para atingir essa virtude feminina, acreditando eu existirem cinco qualificações básicas:,&lt;br /&gt;- a santidade do seu leito de casada - a pureza do seu corpo&lt;br /&gt;- a MANNER pela qual ela elege deixar ssua casa&lt;br /&gt;- refutar participar dos cultos sagradoos de Cybele&lt;br /&gt;- Presteza e moderação no sacrifício aoos deuses&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;Nos últimos dez anos da vida como sacerdotisas, adentravam as vestais sua fase de mestras, na qual ensinavam as obrigações rituais às novatas que as sucederiam.&lt;br /&gt;Só aí as virgens, encerrando-se o ciclo de 30 anos, estariam livres para casar. Como não poderiam permanecer no templo, sacerdotisas, e dificilmente conseguiam assumir uma vida comum, era corriqueiro mergulharem em estados de depressão diversos, mas sendo tratadas com uma grande reverência pelos romanos. Não raro, permaneciam virgens para o resto das suas vidas.&lt;br /&gt;Entre as honras e privilégios que passavam a galgar, estabelecidos já por Numa, estava uma grande independência em relação ao pai, algo incomum para virgens, mesmo tardias. Além disto, poderiam conduzir negócios sem tutores.&lt;br /&gt;Quando saíam às ruas, eram precedidas por lictores com fasces. Se acontecesse de encontrarem com um criminoso a caminho da execução, sua vida deveria ser poupada. Por outro lado, qualquer um que se atrevesse a passar por baixo da liteira de uma vestal era imediatamente conduzido à morte.&lt;br /&gt;Marcadas por uma disciplina férrea, as vestais, em função de erros mínimos, eram punidas por açoite e retiro em recinto escuro.&lt;br /&gt;Uma virgem que fosse seduzida e descoberta, tinha um destino terrível. Em primeiro lugar, era preparado um pequenino recinto, com a entrada na parte superior. Dispunha de um pequeno leito e um cobertor, além de pão, água, leite etc...&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjWg2nrPVI/AAAAAAAAB7U/CcY-FhxOKXE/s1600/vestal-reale.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 215px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjWg2nrPVI/AAAAAAAAB7U/CcY-FhxOKXE/s320/vestal-reale.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528404402503368018" /&gt;&lt;/a&gt;Vestal condenada aguardando execução, por Pietro Saja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A virgem corrompida, ainda no templo, era colocada acorrentada em uma liteira, que era completamente vedada por ripas, até que sua voz ou gritos não fossem mais ouvidos. Assim era conduzida ao fórum. A procissão seguia silenciosa, acompanhada por espectadores que não se atreviam a falar.&lt;br /&gt;Era um dia encarado como terrível, carregando o ambiente de maus presságios.&lt;br /&gt;A procissão seguia até o Portão da Collina. Ali, findo o percurso, aberta a cela ambulante, as correntes eram retiradas da condenada.&lt;br /&gt;A sacerdotisa máxima elevava as mãos aos deuses, tecendo uma oração, pedindo a esses rapidez na conclusão do evento. Era a condenada descida ao pequeno recinto, quando, então, voltavam as costas a ela, a sacerdotisa maior e as demais vestais, afastando-se.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjTaV-LmmI/AAAAAAAAB60/b5ExQSb8OT0/s1600/SacrifciodeVestale.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 209px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjTaV-LmmI/AAAAAAAAB60/b5ExQSb8OT0/s320/SacrifciodeVestale.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528400992125295202" /&gt;&lt;/a&gt;Sacrifício de Vestal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechada a entrada, era despejada por sobre a mesma uma grande pilha de terra, que era trabalhada, aplainada. Isso até que nada indicasse a existência daquela câmara com sua prisioneira.&lt;br /&gt;Ali era abandonada para sempre, sepultada viva.&lt;br /&gt;Portanto, falar-se em Vestais é tratar de um lado obrigatoriamente mais introvertido da mulher, de virgindade, de obrigações e pureza psicológica no cumprimento da manutenção dos valores tradicionais, protegendo a chama sagradas. Para Brandão (1986), "Héstia, como Vesta e suas dez Vestais, talvez simbolizem o sacrifício permanente, através do qual uma perpétua inocência serve de exemplo substitutivo ou até mesmo de respaldo às faltas perpétuas dos homens, granjeando-lhes êxito e proteção".&lt;br /&gt;Observa ainda Brandão (1986) que "quanto à significação sexual do fogo, é preciso observar que ela está intimamente ligada à primeira técnica de obtenção do mesmo, pela fricção, pelo atrito, pelo vaivém, imagem do ato sexual, enquanto a espiritualização do fogo estaria ligada à aquisição do mesmo pela percussão. Mircea Eliade chega à mesma conclusão e opina que a obtenção do fogo pelo atrito é tida como o resultado a "progenitura" de uma união sexual, mas acentua, de qualquer forma, o caráter ambivalente do fogo: pode ser tanto de origem divina quanto demoníaca, porque, segundo certas crenças arcaicas, o fogo tem origem nos órgãos genitais das feiticeiras e das bruxas."&lt;br /&gt;Prossegue colocando que "Para Gaston Bachelard o "amor é a primeira hipótese científica para a reprodução objetiva do fogo e antes de ser o mesmo filho da madeira, é filho do homem... O método de fricção surge naturalmente. É natural, porque o homem tem acesso a ele por sua própria natureza. Na verdade, o fogo foi surpreendido em nós, antes de ser arrancado do céu..." (Gaston Bachelard, 1965) Há, consoante o mesmo Bachelard, duas direções ou duas constelações psíquicas na simbologia do fogo, segundo é obtido por percussão ou por atrito. No primeiro caso, está intimamente ligado ao relâmpago e à flecha e possui um valor de purificação e iluminação, convertendo-se no prolongamento ígneo da luz. Diga-se, de caminho, que puro e fogo em sânscrito se designam pela mesma palavra: &lt;br /&gt;agnih, que é, aliás, um empréstimo do hitita Agnin, em latim ignis, fogo. A esse fogo espiritualizante se prendem os ritos de iniciação, o fogo, os fogos de elevação e sublimação, em síntese, todo e qualquer fogo que visa à purificação e à luz. Opõe-se, nesse sentido, ao fogo sexual, obtido por fricção, como a chama purificadora se contrapõe ao centro genital da lareira matriarcal, como a exaltação da luz celeste se distingue do ritual de fecundidade agrária. Assim orientado, o simbolismo do fogo dimensiona a etapa mais importante da intelectualização do cosmo e afasta mais e mais o homem da sua condição animal. Prolongando ainda mais o símbolo nessa mesma direção, o fogo seria um deus vivo e pensante, que nas regiões arianas da Ásia recebeu o nome de Agni e Ator."&lt;br /&gt;Coloca ainda Brandão (1986) que, "em síntese, o fogo que queima e consome é um símbolo de purificação e regeneracão, mas o é igualmente da destruição. Temos aí nova inversão do símbolo. Purificadora e regeneradora a água também o é. Mas o fogo se distingue da água na medida em que ele configura a purificação pela compreensão, até sua forma mais espiritual, pela luz da verdade; a água simboliza a purificação do desejo até sua forma mais sublime, a bondade".&lt;br /&gt;O "Colégio Vestal" foi fechado em 389, por determinação do Imperador Romano Theodósio, já ligado aos ventos de cristanização do Império Romano.&lt;br /&gt;Estamos, neste ponto, com provável compreensão apropriada para entendermos o texto da nossa música.... e foi o ver a mulher que desejava, qual Virgem Vestal que afetou o protagonista. Ele não poderia aceitar o que o destino impunha, e que o sábio em suas cartas via. Não importava a ele mais seus olhos abertos ou fechados, no seu devaneio. Queria-a e não a deixaria partir, permanecer intocada, virgem.&lt;br /&gt;Evoquemos, aqui, a fala de Morgana:&lt;br /&gt;"a Senhora de Nazaré- realmente poderosa, ao seu modo – que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?" Bradley (1982, p.11)&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;BRADLEY, Marion Zimmer. "As Brumas de Avalon". São Paulo (São Paulo): Círculo do Livro S.A.. trad. Waltensir Dutra, (1982) 1988.&lt;br /&gt;BRANDÃO. Junito de Souza. "Mitologia Grega." Petrópolis (Rio de Janeiro): Editora Vozes,1986. CORNEL, Tim; MATTHEWS, John. "Roma – legado de um Império". Madri (Espanha): edições del Prado, trad. Maria Emilia Vidigal, 1982.&lt;br /&gt;LEFKOWITZ, Mary; FANT, Maureen B.. "Women's life in Greece and Rome". sl: sd. PLUTARCO. "Life of Numa Pompilus". sl: sd.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-2710684900206186629?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/2710684900206186629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=2710684900206186629' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/2710684900206186629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/2710684900206186629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2010/10/terrivel-luminescencia-da-pala.html' title='A Terrível Luminescência da Pala'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/TLjQNAS2gJI/AAAAAAAAB6s/4ZVgWwd8DZ0/s72-c/SacerdotisaPala+c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-8653794527645951582</id><published>2009-11-10T20:02:00.001-03:00</published><updated>2009-11-10T20:02:49.851-03:00</updated><title type='text'>"Your Song..." Elton John</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Svnr8cYpBRI/AAAAAAAABLA/HvZ3QT61aho/s1600-h/Anjo+-+Cemiterio+do+Campo+Santo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Svnr8cYpBRI/AAAAAAAABLA/HvZ3QT61aho/s320/Anjo+-+Cemiterio+do+Campo+Santo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402608651651843346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;"It's a little bit funny... this feeling inside&lt;br /&gt;I'm not one of those who can... easily hide&lt;br /&gt;I don't have much money but... boy... if I did&lt;br /&gt;I'd buy a big house where we both could live&lt;br /&gt;If I was a sculptor, but then again, no&lt;br /&gt;Or a man who makes potions in a travelling show&lt;br /&gt;I know it's not much but it's the best I can do&lt;br /&gt;My gift is my song and this one's for You&lt;br /&gt;And you can tell everybody this is Your Song&lt;br /&gt;It may be quite simple but now that it's done&lt;br /&gt;I hope You don't mind&lt;br /&gt;I hope You don't mind that I put down in words&lt;br /&gt;How wonderful life is while you're in the world&lt;br /&gt;I sat on the roof and kicked off the moss&lt;br /&gt;Well a few of the verses well they've got me quite cross&lt;br /&gt;But the sun's been quite kind while I wrote this song&lt;br /&gt;It's for people like you that keep it turned on&lt;br /&gt;So excuse me forgetting but these things I do&lt;br /&gt;You see I've forgotten if they're green or they're blue&lt;br /&gt;Anyway the thing is what I really mean&lt;br /&gt;Yours are the sweetest eyes I've ever seen..."&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SvnwpZD8WhI/AAAAAAAABLQ/Gd7qnvH-SwM/s1600-h/Anjo+-+Cemiterio+do+Campo+Santo+3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SvnwpZD8WhI/AAAAAAAABLQ/Gd7qnvH-SwM/s320/Anjo+-+Cemiterio+do+Campo+Santo+3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402613821900347922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-8653794527645951582?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/8653794527645951582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=8653794527645951582' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8653794527645951582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8653794527645951582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/11/your-song-elton-john.html' title='&quot;Your Song...&quot; Elton John'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Svnr8cYpBRI/AAAAAAAABLA/HvZ3QT61aho/s72-c/Anjo+-+Cemiterio+do+Campo+Santo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-5223572839698450632</id><published>2009-06-13T14:35:00.007-03:00</published><updated>2009-06-21T00:39:41.544-03:00</updated><title type='text'>"Inesquecibilidade..."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SjPmYzMk6SI/AAAAAAAABFo/ctRF3-Muk44/s1600-h/Inesquecibilidade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SjPmYzMk6SI/AAAAAAAABFo/ctRF3-Muk44/s320/Inesquecibilidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346870496353118498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Um trabalho Científico necessariamente termina em uma Conclusão. Uma Dissertação de Mestrado assim também o necessita.&lt;br /&gt;Entretanto, ao longo do tempo, tem havido uma desnecessária Confusão entre Conclusão e Epilógos, que seria o Apogeu da Razão contida na obra.&lt;br /&gt;Abriu-se mão da antiga Epifania. Esta, cuja signifcação acabou modifcada ou mesmo mutilada, ao longo do tempo, vinha sugeria o Apogeu do Sentimento ou da Emoção, que um trabalho provoca.&lt;br /&gt;Em minha Dissertação de Mestrado, lancei mão da necessária Conclusão - Epilogos, mas não abri mão da Conclusão - Epifania.&lt;br /&gt;Abaixo, ela aparece.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;CAPÍTULO 10 - EPIFANIA&lt;br /&gt;Inesquecibilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que já estou chegando aos finalmente...”&lt;br /&gt;Última frase de Odorico Paraguassu - “O Bem-Amado” - Dias Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sublime composição dos ilustres Vinicius de Moraes e Tom Jobim é “Carta ao Tom”. Nela aparece:&lt;br /&gt;“Rua Nascimento Silva, cento e sete&lt;br /&gt;Você ensinando pra Elizete&lt;br /&gt;as canções de canção do amor demais&lt;br /&gt;Lembra que tempo feliz,&lt;br /&gt;ai que saudade,&lt;br /&gt;Ipanema era só felicidade&lt;br /&gt;Era como se o Amor doesse em paz&lt;br /&gt;Nossa famosa garota nem sabia&lt;br /&gt;A que ponto a cidade turvaria&lt;br /&gt;este Rio de Amor que se perdeu&lt;br /&gt;Mesmo a tristeza da gente era mais bela&lt;br /&gt;e além disso se via da janela&lt;br /&gt;Um cantinho de céu e o Redentor&lt;br /&gt;É, meu amigo,&lt;br /&gt;só resta uma certeza,&lt;br /&gt;é preciso acabar com essa tristeza&lt;br /&gt;É preciso inventar de novo o Amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Nascimento Silva, cento e sete&lt;br /&gt;Eu saio correndo do pivete&lt;br /&gt;Tentando alcançar o elevador&lt;br /&gt;Minha janela não passa de um quadrado&lt;br /&gt;A gente só vê cimento armado&lt;br /&gt;Onde antes se via o Redentor&lt;br /&gt;É meu amigo só resta uma certeza&lt;br /&gt;É preciso acabar com a natureza&lt;br /&gt;É melhor lotear o nosso Amor...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta composição remete a um contraste profundo entre um passado de uma localidade e sua atualidade, desmoralizada, enfeiada, estupidificada, caricata. Isto pela deformação em que as paisagens naturais são furtadas às vistas do narrador, devido à presença de edificações antrópicas.&lt;br /&gt;Não temos como não contemplar nosso em-torno.&lt;br /&gt;Vai pelas ruas da Cidade do Salvador, ao seu espírito que adeja, o seguir no vento calmo que a memória comporta, um tênue deslizar para além das nossas cotidianidades. Eleva-se um sentimento de inequívoca contemplação no perceber do palpitar, sob este asfalto cinza-pó, dos silentes trilhos sobre os quais movia-se a vida em manhãs não tão longe idas. Fluiam bondes, de balanços e sons que não mais reconhecemos, amealhando e distribuindo existências de olhares que não mais aqui estão, passeando por edificações, praças e árvores tão outras, de um passado retinto. Sob estes pisos que percorremos céleres nas tantas Praças da Sé do agora, antepassados ainda sonham suas e nossas labutas, razões, emoções, coisidades, memórias e esquecimentos. Sorriem, em laivos de momentos, em sobressalto, quando emergem  homenagens fragmentárias, localizadas, que não passam do mero toque das suas vidas num segundo. E resgata-se uma baía bela, de saveiros, redes, naus, charéus, de Todos os Santos.&lt;br /&gt;Bahia Baía desde os primeiros aguares. Baía Bahia desde os primevos passares de índios despidos, neste chão acolhidos por barros vermelhos, águas azuis e areias brancas. Límpidas em grãos às faixas e aos montes, em poesia abraçada ao vento. Dunas de obra e moldura, lançando olhares às primeiras velas que vêm dos mares.&lt;br /&gt;Dunas que Gabriel Soares de Souza (1587) anotou terem sido guia e chama.&lt;br /&gt;Dunas que impõe, nas cartas de marear, os Lençóis de Areia. Sussurro de suave poesia em grãos, que eram à entrada da Bahia.&lt;br /&gt;Dunas de cartas e diários, cantando o frei Manuel da Paixão e Dores (in Peixoto, 1946), suave elegia irresistível. “Mi Amigo. Teremos lleado a la Bahia, mire usted por mi oculo los lençoles.”&lt;br /&gt;Dunas que viajante, emergindo vital beleza, convidaram, como François Payard (1615, in Peixoto, 1946), a remeter amplidão: “Começamos a ver a Terra do Brasil que é muito branca e parecia lençóis e panos que se secam, ou bem neve, razão porque os portugueses a chamam Terra dos Lençóis.”&lt;br /&gt;Aí, no Mar já não mais Tenebroso, já nem tanto desconhecido, o acenar da nossa terra em uma prece de cuidado pelos recifes próximos. Atualmente, atravessa-se, ao chegar ao Aeroporto de Salvador, o portal encantado de bambus, marcando simbolicamente, com grande beleza, a chegada à Cidade da Bahia. No passado, portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses, franceses, italianos, eram recebidos por nossas dunas, antes de aspirar o cheiro dengoso de dendê. Dentes brancos em sorrisos de chegada. Lenços brancos da serena despedida.&lt;br /&gt;À véspera da entrada à Baía de Todos os Santos, um belo areal se encaixava continente entre as últimas águas, que venciam os recifes, e os altos verdejantes do Ypiranga e do Gavazza. Curvada após a Ponta do Padrão, a vida adentrava a Bahia, de elevado paredão e raras praias. Bahia tão difícil recuperar quanto a visão de um coqueiral a partir dos poucos coqueiros sitiados em miseráveis quadrículas, por um mar de concreto, asfalto, esquecimento e omissão.&lt;br /&gt;É um passado que, permanecendo no encanto, morre ainda hoje, quando sepultamos o antigo Rio dos Seixos, que ainda corre, em seus últimos momentos, pelo vale do antigo Caminho do Calabar, atual Avenida Centenário. Visto com os olhos do sentimento, ali está um bahiano, assim, com “h” mesmo, mestiço, com cabelos e barbas brancas. Suas águas são, agora, lágrima a fluir no último passo de morte da memória.&lt;br /&gt;Restará, talvez, como na “Canção de Beowulf”, um lamento a evocar aqueles seres e em-torno que “A morte os levou, a todos, em tempos idos...”&lt;br /&gt;Bastará, afinal, talvez, lamentarmos com Castro Alves: “Ó espíritos errantes sobre a terra! Ó velas enfunadas sobre os mares!.. . Vós bem sabeis quanto sois efêmeros...  passageiros que vos absorveis no espaço escuro, ou no escuro esquecimento.”&lt;br /&gt;Sentiremos a escorrer a vida, como lavrou Mary Shelley (1816), em sua obra-prima “Frankenstein”: “Nada perdura, a não ser a instabilidade.”&lt;br /&gt;Talvez, Lucrécio esteja correto, ao indicar que “Muito rapidamente o tempo presente terá desaparecido e já não poderemos evocá-lo.” Afinal, no lamurio de Horácio, “somos todos sombras e poeira.” Olhamos, vivemos, degustamos, sofremos, e pode ser que também Montaigne esteja certo e filosofar seja “aprender a morrer”.&lt;br /&gt;Homero concluiu: “Humanos, em suas gerações, são como as folhas das árvores. O vento sopra e as folhas de um ano caem ao chão... mas as novas folhas recobrem as árvores, quando a primavera se aproxima...” A ele seguiram as palavras de Antônio Vieira, “somos como folhas ao vento... Vem o vento e nos eleva... Um dia o vento cessa... Vento vida..." Mas não só os humanos. A própria Natureza no em-torno assim o é. Muda com as próprias gerações, que vão deixando contemplação orgulhosa ou lamentosa, às próximas vindouras.&lt;br /&gt;Se tudo passa, ainda assim, há um dito que alguns derivam do pensamento do antigo imperador romano, Marcus Aurelius, e que apareceu recentemente no filme “O Gladiador”. A sentença é vital. “Tudo o que fazemos, em vida, ecoa pela Eternidade.” Talvez, a verdade paire entre o tudo passa e o ressoar eterno, expresso em um definitivo “Nada perdura, mas tudo ecoa pela Eternidade.”&lt;br /&gt;Assim, a memória de um passado, que reverbera, em muito escondido sob pilhas de outros passados mal espiados, nos segue e se revela ainda, entre piscares de olhos, uma passada e outra, como as “espumas flutuantes”, as  “flores perdidas na vasta indiferença do oceano” , ainda de Castro Alves. As espumas que podemos descobrir, olhar sentir e recolher são as pequenas heranças ainda gravadas nesta paisagem, clamores quase inaudíveis de paragens sepultas mas, de certa forma, ainda aqui. São os “efêmeros filhos” da alma deste lugar e dos que nele viveram suas razões e emoções.&lt;br /&gt;Ao contemplarmos o nosso em-torno, afinal, lembremos Heracleitos... “Este mundo, o mesmo de todos os seres ... era, é e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas.” E rematamos a contemplação do que foi a Natureza sobre a qual nos debruçamos, primeiro com curiosidade, depois para entender, afinal para usufruir, sem perceber que isto significava aniquilar, para, depois, contemplar com pura perplexidade.&lt;br /&gt;E fica um sentimento, bem evocado nas palavras da bela personagem “Forrest Gump”... “Não sei se cada um tem um destino ou se só flutuamos, como numa brisa.”&lt;br /&gt;Peço agora, licença. Devo pegar minha piroga, saudar y-Îara, e deslizar pelas águas do y-gûasu Camará y pe, olhando estas margens, com suas ka'á povoadas de kapibara, socó, yaka’re... Usando tanto da sua força quanto da minha, chegarei no paranã. Remarei serenamente, seguindo a corrente. Passarei a itapuã e entrarei na grande Kirimnurê... Quero registrar, para sempre, no coração da memória, este dia, antes que o sonho se vá, e eu acorde para mais um dia, na Cidade do Salvador, Bahia, em agosto de 2008."&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;SILVA FILHO, Rubens Antonio. "A integração de recursos históricos aos geológicos no resgate da construção paleogeomorfológica e paleovisual litorânea - o caso de Salvador, Bahia." Salvador (Bahia): Universidade Federal da Bahia, Dissertação de Mestrado, orientador: José MAria Landim Dominguez, 437 p., outubro de 2008.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-5223572839698450632?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/5223572839698450632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=5223572839698450632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/5223572839698450632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/5223572839698450632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/06/inesquecibilidade.html' title='&quot;Inesquecibilidade...&quot;'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SjPmYzMk6SI/AAAAAAAABFo/ctRF3-Muk44/s72-c/Inesquecibilidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-1418215834147790528</id><published>2009-03-09T23:15:00.002-03:00</published><updated>2009-03-09T23:27:12.224-03:00</updated><title type='text'>Blogs Recomendados</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbXP1Gh3jZI/AAAAAAAAA2M/4Q1sjwOXcCY/s1600-h/Chris.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 64px; height: 65px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbXP1Gh3jZI/AAAAAAAAA2M/4Q1sjwOXcCY/s320/Chris.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311379846746049938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;www.christinaherrmann.com&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-1418215834147790528?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/1418215834147790528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=1418215834147790528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/1418215834147790528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/1418215834147790528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/03/blogs-recomendados.html' title='Blogs Recomendados'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbXP1Gh3jZI/AAAAAAAAA2M/4Q1sjwOXcCY/s72-c/Chris.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-1618852360256661993</id><published>2009-03-06T14:38:00.004-03:00</published><updated>2009-03-15T02:50:42.691-03:00</updated><title type='text'>Sumário - Busca Rápida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbFi814FsMI/AAAAAAAAA1M/omVwsXcy5t0/s1600-h/Fi.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbFi814FsMI/AAAAAAAAA1M/omVwsXcy5t0/s320/Fi.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310134233040531650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://geoarqueologia.blogspot.com/2009/03/lagoa-de-araruama-rio-de-janeiro-por.html"&gt;Araruama - "Hidráulica e sedimentação do Canal de Itajuru – Lagoa de Araruama." - por Lessa (1990)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://epistemologia.blogspot.com/2009/03/ciencia-normal-e-seus-perigos-por-karl.html"&gt;Ciência Normal - "A Ciência Normal e seus Perigos". por Karl Popper&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://rubensantonio.blogspot.com/2005/02/cecilia-meirelles.html"&gt;Cecília Meirelles&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://epistemologia.blogspot.com/2009/03/o-que-e-epistemologia.html"&gt;Epistemologia - O que é Epistemologia?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://rubensantonio.blogspot.com/2009/03/fanatismo-florbela-espanca.html"&gt;Florbela Espanca&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://geoarqueologia.blogspot.com/2009/03/o-que-e-geoarqueologia.html"&gt;Geoarqueologia – O que é Geoarqueologia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://rubensantonio.blogspot.com/2009/02/heracleitos-do-ser-e-do-estar.html"&gt;Heracleitos – Do Ser e do Estar - por Rubens Antonio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://geoarqueologia.blogspot.com/2009/03/prehistoric-coastal-environments-in.html"&gt;Hidra de Lerna - “Prehistoric Coastal Environments in Greece: The Vanished Landscapes of Dimini Bay and Lake Lerna.” - por Zanger, 1991.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://epistemologia.blogspot.com/2009/03/karl-popper-e-thomas-kuhn-reflexoes-por.html"&gt;Karl Popper e Thomas Kuhn: reflexões... por Francisco Ramos Neves&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://epistemologia.blogspot.com/2009/03/logica-da-descoberta-ou-psicologia-da.html"&gt;“Lógica da Descoberta ou Psicologia da Pesquisa?”, por Thomas Kuhn&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://historiadaciencia.blogspot.com/2009/03/historia-das-leis-de-mendel-na.html"&gt;Mendel - "A História das Leis de Mendel na Perspectiva Fleckiana." - por Leite, Ferrari e Delizoicov, 2001.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://rubensantonio.blogspot.com/2009/03/nietzsche-e-o-nazismo-nas-asas-da.html"&gt;Nietzsche e o Nazismo - Nas asas da Mentira - por Rubens Antonio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://geoarqueologia.blogspot.com/2009/03/o-passo-das-thermopylae-grecia.html"&gt;O Passo das Termópilas – por Kraft, Rapp Jr, Szemler, Tziavos, Kase (1987)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://rubensantonio.blogspot.com/2009/02/safo-filha-imortal-de-afrodite.html"&gt;Safo – Filha Imortal de Afrodite - por Rubens Antonio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://rubensantonio.blogspot.com/2007/12/um-discurso.html"&gt;Um discurso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-1618852360256661993?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/1618852360256661993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=1618852360256661993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/1618852360256661993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/1618852360256661993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/03/busca-rapida.html' title='Sumário - Busca Rápida'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbFi814FsMI/AAAAAAAAA1M/omVwsXcy5t0/s72-c/Fi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-7855154723433206133</id><published>2009-03-06T00:21:00.000-03:00</published><updated>2009-03-06T00:59:56.517-03:00</updated><title type='text'>"Fanatismo" - Florbela Espanca</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbCXycbTXiI/AAAAAAAAA0s/EcxYm7mppVM/s1600-h/Florbela1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbCXycbTXiI/AAAAAAAAA0s/EcxYm7mppVM/s320/Florbela1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309910853549776418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;"Minh’alma, de sonhar-Te, anda perdida.&lt;br /&gt;Meus olhos andam cegos de Te ver!&lt;br /&gt;Não és sequer razão do meu viver,&lt;br /&gt;Pois que Tu és já toda a minha Vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo nada assim enlouquecida...&lt;br /&gt;Passo no mundo, meu Amor, a ler&lt;br /&gt;No misterioso livro do Teu ser&lt;br /&gt;A mesma história tantas vezes lida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”&lt;br /&gt;Quando me dizem isto, toda a graça&lt;br /&gt;Duma boca divina fala em mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, olhos postos em Ti, digo de rastros:&lt;br /&gt;“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,&lt;br /&gt;Que Tu és como Deus: Princípio e Fim!...”&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbCeySxGAzI/AAAAAAAAA08/SWiCFc29A0E/s1600-h/Flor+Dor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbCeySxGAzI/AAAAAAAAA08/SWiCFc29A0E/s320/Flor+Dor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309918547538215730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Flor Bela de Alma da Conceição Espanca (1896 – 1930) escreveu seu primeiro poema aos 7 anos de idade. “A Vida e a Morte”. Casou-se no seu aniversário de 17 anos. Concluiu o curso de Letras aos 21.&lt;br /&gt;Foi a primeira mulher a adentrar o curso de Direito da Universidade de Lisboa.&lt;br /&gt;Sofreu um aborto involuntário aos 23 anos.&lt;br /&gt;Publicou o “Livro de Mágoas”.&lt;br /&gt;Começou a apresentar quadro de transtornos mentais. Separou-se. Casou-se novamente um ano depois. Publicou o “Livro de Soror Saudade” aos 27 anos. Sofreu novo aborto. Separou-se. Aos 29 anos casou-se pela terceira vez. A morte do irmão a abala profundamente. Escreve “As Máscaras do Destino”.&lt;br /&gt;Diagnosticada de um edema pulmonar, tentou suicídio duas vezes, em outubro e novembro de 1930. Conseguiu, afinal, precisamente no dia do seu aniversário... 8 de Dezembro de 1930, por envenenamento.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-7855154723433206133?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/7855154723433206133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=7855154723433206133' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/7855154723433206133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/7855154723433206133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/03/fanatismo-florbela-espanca.html' title='&quot;Fanatismo&quot; - Florbela Espanca'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SbCXycbTXiI/AAAAAAAAA0s/EcxYm7mppVM/s72-c/Florbela1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-3230229220284290496</id><published>2009-03-01T05:24:00.009-03:00</published><updated>2011-02-10T19:12:16.300-03:00</updated><title type='text'>Nietzsche e o Nazismo - Nas asas da Mentira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapICrK2G7I/AAAAAAAAAxk/y8phOYoRZf4/s1600-h/niet1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 236px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapICrK2G7I/AAAAAAAAAxk/y8phOYoRZf4/s320/niet1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308134321594702770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;por Rubens Antonio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconstituamos imaginariamente uma cena. Weimar, Alemanha, 2 de novembro de 1933. O chanceler Adolf Hitler, acompanhado de séquito e pompa, adentrou um museu, parando diante de uma velha senhora, que o aguardava com impecáveis orgulho e postura aristocráticos. Em seu discurso, Elisabeth Foester enfatizou os tradicionais germanismo e anti-semitismo da sua família, confirmando o chanceler: “Em acordo com os desejos do Criador Todo Poderoso, atuando contra o Judeu, estamos lutando em Seu nome.” À saída, uma orquestra, com toque marcial, executava algumas peças, dentre as quais a  “Cavalgada das Walkírias”, do compositor Richard Wagner, enquanto um sorridente Hitler, exibiu aos espectadores entusiasmados um precioso presente que recebera como regalo, um bastonete que pertencera ao irmão da anfitriã, o filósofo Friedrich Nietzsche, a quem aquele museu e cerimônia eram dedicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapIIVRpfQI/AAAAAAAAAxs/vsBUPdfaKzU/s1600-h/Nietzsche_e_Elisabeth.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 221px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapIIVRpfQI/AAAAAAAAAxs/vsBUPdfaKzU/s320/Nietzsche_e_Elisabeth.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308134418796870914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hitler recepcionado por Elisabeth Foester, irmã de Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os nazistas, uma leitura praticamente obrigatória era “Assim falou Zarathustra”, sonhando com a materialização, na sua Alemanha, do Super-Homem vislumbrado por aquele filósofo que, arrasado pela sífilis, falecera a 25 de agosto de 1900. Nas mochilas de uma boa parte dos soldados alemães que avançaram no sonho do mundo ariano, essa obra era um dos componentes básicos, a reforçar o seu norte ideológico. &lt;br /&gt;O ferrenho ódio anti-semita seguiria o ditador nazista até a última frase do testamento, pouco anterior ao seu suicídio: “Acima de tudo, eu conclamo ao governo e ao povo a sustentar as leis raciais até o limite, e a resistirem ao envenenador de todas as nações, o Judaísmo internacional”. Datou e assinou: “Berlim, 29 de abril, 1945, 4 horas... Adolf Hitler”.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-P4z-aR7dS8c/TVRPLok39bI/AAAAAAAACCw/3Y2zCpdVKeQ/s1600/ratner_fig02b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 190px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-P4z-aR7dS8c/TVRPLok39bI/AAAAAAAACCw/3Y2zCpdVKeQ/s320/ratner_fig02b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572165700253382066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A imagem de um Nietzsche anti-semita e germanista perdurou apenas um pouco mais além da ruína da Alemanha nazista. Foi então que o mergulho nos arquivos revelou que estávamos diante de uma das mais contundentes adulterações da História. Ficou muito claro, observou Georges Bataille, que não houve nada que Nietzsche houvesse afirmado de uma maneira mais inequívoca que seu ódio aos anti-semitas, estando amplamente demonstrada a incompatibilidade total.&lt;br /&gt;O racismo e o nacionalismo foram tidos pelo filósofo, sem dúvida alguma, como formas explícitas de estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapI1dZpf-I/AAAAAAAAAx8/XuEQrjn5aiw/s1600-h/niet7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapI1dZpf-I/AAAAAAAAAx8/XuEQrjn5aiw/s320/niet7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308135194072023010" /&gt;&lt;/a&gt;Nietzsche catatônico - Manicônio de Jena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, após a pane mental de Nietzsche, em 1889, pela doença, suas obras, que num primeiro momento ficaram sob custódia da mãe, logo passaram a ser administradas pela irmã. Esta foi a grande responsável pela divulgação maior do seu nome, ao investir em edições baratas, transformando-as, lembrou Ernani Chaves, num empreendimento lucrativo. A sua ânsia pela comercialização do que tinha em mãos foi tal que chegou mesmo a vender o direito a verem o filósofo paralisado pela doença. Mas o lado mais terrível, em termos da obra do irmão, é que também cuidou da sua anti-semitização e germanização, utilizando-se de cortes e ocultações, completando e falsificando anotações. Ou seja, foi responsável direta no processo de monstrificação de Nietzsche.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-DMgJo14VC-4/TVRP_1Z1hWI/AAAAAAAACDI/eZ3o_qCWxNE/s1600/unbekannt-elisabeth-foerster-nietzsche-01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-DMgJo14VC-4/TVRP_1Z1hWI/AAAAAAAACDI/eZ3o_qCWxNE/s320/unbekannt-elisabeth-foerster-nietzsche-01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572166597049943394" /&gt;&lt;/a&gt;Elisabeth Foester&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabeth foi enterrada com honras oficiais, em 1935, tentando levar consigo fatos como o de as citações diante de Hitler não serem obra do irmão. Eram lavra do seu marido, Bernard Foester, que Nietzsche odiara e repudiara, afirmando “jamais acompanhar alguém que esteja implicado nessa farsa desavergonhada de racismo”. &lt;br /&gt;A trajetória do anti-semitismo é muito mais antiga que o período da produção filosófica nietzscheana, mas era, em princípio, fundamentalmente baseada em critérios religiosos e, podemos até enxergar esse viés, econômicos. Entretanto, tudo começara a mudar com o “Dicionário Filosófico” de Voltaire, publicado em 1764, que, segundo Theda Browdy, forneceu a mais expressiva base secular ao anti-semitismo, que veria, a partir de então, uma grande progressão, permeando praticamente todos os sistemas que germinavam à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapJMnn5TTI/AAAAAAAAAyE/L5ss0r9jTfo/s1600-h/unbekannt-elisabeth-foerster-nietzsche-pflegt-friedrich-nietzsche_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapJMnn5TTI/AAAAAAAAAyE/L5ss0r9jTfo/s320/unbekannt-elisabeth-foerster-nietzsche-pflegt-friedrich-nietzsche_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308135591953124658" /&gt;&lt;/a&gt;Nietzsche e sua irmã, Elisabeth Foester&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto desde o grande imperialismo napoleônico, que, em 1807, forçou a revisão da cidadania e paridade dos judeus, reconhecida na Revolução Francesa, até o socialismo, com Alphonse Toussenel, em 1845, condenando veementemente o poder financeiro judeu internacional. O compositor Richard Wagner,  a partir de 1850, sob pseudônimo, adentrou o campo das publicações repudiando o papel dos judeus na música, enquanto Count Gobineau reforçou ainda mais a base teórica do anti-semitismo, com seu “Ensaio sobre a desigualdade das Raças Humanas”, de 1855. &lt;br /&gt;Se, entre 1867 e 1871, a Alemanha, a Áustria e a Hungria instituíram legalmente a igualdade de direitos dos judeus, em paralelo, o caminho era o da reação a esse fato.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-pmI-h1-o_p8/TVRcMq8LfmI/AAAAAAAACDw/NtkJZ_s42sU/s1600/elisa8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-pmI-h1-o_p8/TVRcMq8LfmI/AAAAAAAACDw/NtkJZ_s42sU/s320/elisa8.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572180011719032418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As grandes crises financeiras, que se seguiram às guerras, eram logo creditadas aos judeus, e, em 1879, Wilhelm Marr marcou claramente a questão como política, ao fundar um partido que afirmava  como referência maior o anti-semitismo. A catalização de outros partidos, como o Social Cristão, na Alemanha, para o anti-semitismo, começou a se fazer mais claramente, enquanto historiadores como Heinrich von Treitschke creditavam e enfatizavam, cada vez mais, o papel de vilão aos semitas. &lt;br /&gt;Era nesse ambiente que as concepções de Nietzsche circulavam, tendo anotado Gilles Deleuze que “os nazistas tiveram relações ambíguas com a obra de Nietzsche, porque agradava-lhes utilizá-las, mas não poderiam faze-lo se não despedaçando-a, falsificando edições, proibindo trechos importantes.” O próprio Hitler, apesar de ter presenteado o par Benito Mussolini com uma luxuosa “coleção completa” das obras nietzschenas não lera desse mais que algumas citações. E, ainda assim, só textos extremamente manipulados, pois só assim poderia este aproximar-se daquele que lamentara a falta de afeto alemão pelos judeus e exigira um repúdio claro ao anti-semitismo. &lt;br /&gt;E não se culpe apenas os nazistas, pois Nietzsche entendeu uma realidade humana: “Não vemos um leitor que leia todas as palavras. Em vez disso, tira, de vinte palavras, mais ou menos cinco, adivinhando o sentido que supostamente compete a essas cinco palavras. Estamos habituados a mentir, sendo mais artistas do que sabemos.”&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SjowbXqnz6I/AAAAAAAABGs/uC2qnLYHVW4/s1600-h/A+TArde.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SjowbXqnz6I/AAAAAAAABGs/uC2qnLYHVW4/s320/A+TArde.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348640754223271842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Daí para o linchamento da verdadeira proposta do filósofo é um passo. No caso de Nietzsche, sua obra havia atacado cristãos, idealistas, racionalistas, marxistas, anti-semitas, nacionalistas, nazistas, chamando contra si se não uma conjunção espantosa de forças, ao menos uma convergência de ataques individuais de cada área. &lt;br /&gt;Seja como for, apesar disso, Nietzsche foi obrigado a reolhar com interesse especial a sua própria obra, pois a deturpação do que escrevera, ao tempo em que aborrecia, também assombrava e envaidecia. Percebeu que sua influência permeava as bases dos conceitos mais radicais da época, sendo adotado exatamente por boa parte dos que atacara. &lt;br /&gt;O que escrevera era bem mais amplo do que imaginara, comentando à amiga Malwida: “A atmosfera que me envolve seduz, gozando eu de um prestígio estranho e misterioso”. Preocupou-se: “Fico apavorado quando penso quantos homens desautorizados e inadequados recorrerão à minha autoridade”. Concluiu: “É o tormento de todo grande educador da Humanidade tornar-se, a depender das circunstâncias, uma fatalidade ou uma bênção para os homens.” &lt;br /&gt;O sagaz Nietzsche chamara os marxistas de fantasiosos, despóticos e reacionários, que queriam a plenitude de um absurdo poder estatal e o aniquilamento do indivíduo, só podendo existir via terrorismo e perseguição. Conforme lembrou Alan Taylor, num assomo visionário, o filósofo afirmou que a progressão da proposta marxista tenderia apenas a produzir duas linhas de ditadura, uma pró e uma contra, ambas extremamente danosas à Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-wntyoA5icwk/TVRcd8zW_uI/AAAAAAAACD4/ChzDyXTT9qk/s1600/nietzsche_398.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 185px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wntyoA5icwk/TVRcd8zW_uI/AAAAAAAACD4/ChzDyXTT9qk/s320/nietzsche_398.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572180308571651810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se o processo seguisse adiante, seria praticamente certo o caminho para mais uma tirania, ainda que fosse a da igualdade, que, imposta, nada teria de melhor que a pior escravidão. Daí, fica explicado porque George Lukács, com sua verborragia marxista, viu nesse filósofo “os mitos da burguesia imperialista, mobilizando forças contra o socialismo”. &lt;br /&gt;Nietzsche chamou os racionalistas de ressentidos sonhadores ingênuos e maldosos, atacando-os sem qualquer contemplação, questionando: “O que destrói mais rapidamente do que trabalhar, pensar, sentir, sem uma necessidade interior, sem uma profunda eleição pessoal, sem prazer, como autômato de um dever?” Ou seja, estava na via do nosso conhecido Borges, que afirmara que “não se pode contemplar sem paixão”... ou... mais diretamente o nosso “sem tesão não há solução”. &lt;br /&gt;Não havia qualquer contemplação para um Nietzsche sem meias palavras para o racionalismo idealista: “ é a receita para a decadência e até para a imbecilidade”. A ele não faltavam exemplos a dar, lançando mão de referenciais expressivos: “Kant tornou-se um imbecil!” proclamou. &lt;br /&gt;Daí, a campanha de tentativa de massacre levada adiante pelo pelotão de racionalistas, como Schilling, que viu em Nietzsche a justificativa da escravidão, mas apenas indicando frases isoladas e fazendo vista grossa às metáforas. O também racionalista André Comte-Spomville, que chegara a declarar-se nietzscheano quando mais jovem, repudiou-o mais tarde, insistiu em ver em Nietzsche um anti-semita. Com a divulgação dos documentos evidenciando ser o filósofo, de fato, contra os anti-semitas, legou uma preciosa e hilária afirmação: Que o filósofo era, ao mesmo tempo, anti-semita e anti-anti-semita. Defendeu-se Comte-Spomville afirmando ser Nietzsche tão rico em procedimentos e envergadura que seria muito bem capaz dessa antítese. &lt;br /&gt;Alain Boyer, um racionalista típico, conclamou os seus companheiros a “seduzirem” aqueles que estariam “dispostos a se deixarem levar pelas sereias irracionalistas”, insto é, aqueles que denominou “nietzscheanos”, acusando Nietzsche de “confundir os planos” do existir. Acabou vociferando furioso quando um filósofo daquelas fileiras opositoras sorriu e ironizou: “Por favor... Não apele para a metafísica”. &lt;br /&gt;Comte-Spomville, assim como Boyer, cego à farta documentação surgida, insiste, através de exercício de raciocínio com ares sofistas, num Nietzsche anti-semitista, e, a partir das elucubrações nietzscheanas, chega ao racismo, ao massacre e ao nacionalismo. Para esse estudioso, mesmo “sem ser, evidentemente, uma causa do nazismo, nem mesmo uma das suas fontes reais, Nietzsche não deixa de pertencer ao mesmo mundo espiritual, do pensamento alemão anti-democrático, anti-judeu e anti-racionalista que produzirá o nazismo, e isso, sem absolutamente as autorizar, explica um pouco as pretenções nietzscheanas deste ou daquele nazista, assim como os comportamentos nazistas deste ou daquele nietzscheano.” &lt;br /&gt;Ou seja, uma tirada típica de Comte-Spomville, que Nietzsche não era culpado mas foi culpado do nazismo, que não era nazista mas participava do seu mundo, portanto, de certa forma, era nazista. Chamar o nazismo de anti-racional é desprezar o poder da lógica do extermínio, tão bem exibida no filme “Arquitetura da Destruição”. Chamar o nazismo de anti-racional é não ter o mínimo conhecimento estético e histórico, que poderia fazer o estudioso perceber nas obras, postura, métodos nacional-socialistas exatamente o racionalismo. &lt;br /&gt;Dizer que Nietzsche pertencia ao contexto alemão da época, anti-judeu, é fechar os olhos a livros e correspondências disponíveis em abundância sobre as posturas de Nietzsche. Mas, que racionalista gostaria de jogar limpo quando o tema é Nietzsche? &lt;br /&gt;Não digeriram nem o farão os “sonhadores, ingênuos e maldosos”... Como não esperar desses as mais venenosas deturpações, que emanam desses leituras forçosamente e intencionalmente equivocadas, incompletas, facciosas, maldosas, mas trabalhos isentos respeitados como os de Thomas Abraham, no dizer de David Fuks, “incursionam por esse filósofo sem ocultar sua grande admiração e o caráter de homenagem que revestem”, negando essa doença em sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sar_ohA_NYI/AAAAAAAAAyU/kJ8gpmfvT1A/s1600-h/nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sar_ohA_NYI/AAAAAAAAAyU/kJ8gpmfvT1A/s320/nietzsche.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308336182331913602" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Quanto à confusão que fizeram com o que escreveu, isentos como Gottfried Benn reafirmam: “Nietzsche não teve culpa do que os políticos fizeram”. Ele próprio, para Thomas Mann, via na Política um disvalor, enquanto para Thomas Abraham, ele apenas foi crítico na visão à política como forma de superação das dores humanas.  &lt;br /&gt;Voltando seu fogo em direção aos anti-semitas e nacionalistas do nazismo em organização primeira, em uma carta ao nazista Theodor Fritsch, Nietzsche colocou que “os judeus são mais interessantes que os alemães”, sublinhando que a história judaica propõe vários problemas bem mais fundamentais. Daí haver concluído que todo o pensador teria que contar, caso quisesse algum sucesso, em todos os seus projetos, com a presença valiosa dos judeus na Europa. Se os alemães temiam a esses, era porque agiam como “um povo cuja espécie ainda é fraca e indeterminada”, enquanto “os judeus são, sem dúvida nenhuma, a raça mais forte, mais tenaz que vive agora na Europa. Sabem impor-se mesmo sobre as piores condições, até melhor que nas favoráveis. Não são guiados por outros, modificando-se só por eles mesmos... Neles há grandiosidade moral, temível majestade de reivindicações infindas, sentido de valores infinitos, todo o romantismo e a sublimidade de enigmas... Tudo o que há de mais atraente, cativante e requintado no jogo de matizes e tentações do viver... Nós, artistas, filósofos, somos reconhecidos aos judeus”. E rematou: “Confesso que me sinto por demais distante do espírito alemão para ter paciência com suas idiossincrasias particulares, especialmente o anti-semitismo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-whACgpmkBBo/TVRPoUMeR-I/AAAAAAAACDA/TtJWPBhDMNs/s1600/Nietzsche_Olde_11.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 236px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-whACgpmkBBo/TVRPoUMeR-I/AAAAAAAACDA/TtJWPBhDMNs/s320/Nietzsche_Olde_11.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572166192998533090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos de um nazismo jovem, o filósofo ainda considerava risível qualquer leitura dos textos desses “cabeças duras empolados”. Comentava que, se era por acaso que não tinha nenhum amigo judeu, era por seus escrúpulos que não tinha amigos anti-semitas. Mas, quanto mais expressivo tornara-se aquele movimento, mais necessário foi ao filósofo demarcar sua posição contrária. Para ele, conceitos como raça, cultura, pureza, verdade, arte, nação, dentre outros, estavam sendo muito mal tratados pelos ideólogos nazistas. Daí haver colocado que deveria ser sublinhada a estupidez da “abominável mania de diletantes de se meter na questão do valor dos homens e das raças, com falsificações absurdas e acomodações de conceitos vagos”. &lt;br /&gt;Afirmando-se seriamente irritado e forçado a sair da “irônica complacência”, enviou cartas a notórios anti-semitas, recheadas de desprezo, por “ver o nome de Zarathustra em suas bocas”. &lt;br /&gt;Referiu-se àquilo tudo, ao amigo Overbeck, como uma confusão bizarra. Protestou: “Eu sou apenas um mal-entendido, entre os alemães”. &lt;br /&gt;Conforme lembra Miguel Morey, “exatamente devido à triste pilhagem e manipulação do seu pensamento pelo bárbaro nazista, num processo de generalização, distanciou-se de tudo o que fosse alemão.” Nietzsche escreveu: “Pense-se nos lugares em que há ou houve homens ricos de espírito, em que engenho, refinamento e malícia são partes da felicidade, onde o gênio quase que necessariamente sentiu-se em casa... Paris, Provença, Florença, Jerusalém, Atenas.” Nada para a Alemanha e, ainda, a presença firme de Jerusalém como celeiro de gênios. &lt;br /&gt;Afirmou crer na existência, em sua época, de uma cultura francesa, sendo as demais apenas um mal-entendido no desenvolvimento das civilizações. Os poucos casos de alta cultura com que deparara na Alemanha, reolhados, seriam tidos como eslavos, croatas, italianos, holandeses ou judeus. Desqualificou os alemães como representantes históricos de qualquer preeminência cultural ou moral, rematando: “O alemão sintetiza o encontro do mais nobre com o mais vulgar, digere mal seus acontecimentos, ama a comodidade intelectual, é complacente, só possui uma aparência de profundidade e de arrojo... Ler livros em alemão é uma tortura... Onde reina, a Alemanha corrompe a cultura.” Daí, conforme sublinha Thomas Abraham, aquele filósofo sinalizou a necessidade de uma reforma cultural na Alemanha, com novos valores e líderes, repudiando firmemente as teias crescentes do proposto pelos nazistas. Chegou mesmo Nietzsche a sugerir a necessidade de se criar uma liga européia anti-alemã, sendo perfeito na visão lançada em carta ao anti-semita Schmeitzner: “Prevejo terremotos europeus de monstruosas proporções, todos os movimentos indo nessa direção, inclusive o seu anti-semita.”. &lt;br /&gt;Cortou relações com o compositor Richard Wagner, em função do germanismo e anti-semitismo daquele. Também rompeu radicalmente com a irmã, em função da mesma ser “tola, vingativa e anti-semita”. Assumindo que abandonara toda e qualquer moderação, declarou: “nada representa obstáculo maior à minha influência do que a associação do meu nome com anti-semitas. Sou capaz de jogar porta afora quem quer que me inspire a menor dúvida a esse respeito.” Exigiu o confronto, bradando contra a “esses abortos da Natureza...a canalha anti-semita”, acusando a irmã por “estimular a mais funesta de todas as confusões”, lamentando-se: “você poderia evitar se estabelecer tão diretamente junto a meus antípodas”. &lt;br /&gt;Sua conclusão não poderia ser outra: “Desejo, cada vez mais, que os judeus ascendam ao poder na Europa, para que não precisem mais serem os oprimidos. O alemão que, apenas por ser alemão, pretende ser mais que um judeu, faz parte de uma comédia, a menos que encontre seu lugar num asilo de loucos. O que desejo, finalmente, é que se obrigue os anti-semitas a deixarem a Alemanha.” &lt;br /&gt;Pareceria estranho para quem pregou contra o que chamou “moral judaico-cristã”? Só para quem não leu Nietzsche, ao menos querendo realmente entendê-lo. Quando ele assim falava, não comportava qualquer manifestação contra o judaísmo, mas sim contra o cristianismo, que julgava uma péssima adaptação ou derivação daquela religião mais antiga e forte. Afinal, para ele, “os judeus são o povo mais notável da História Universal, pois que, colocados ante a questão de ser ou não ser, preferiram, com clarividência alarmante, ser a todo custo”. Para Nietzsche, os ditos cristãos falsearam de tal maneira a Humanidade que, ainda hoje podem ser vistos como herdeiros da mesma divindade, usarem o mesmo Testamento Antigo, não se verem como uma conseqüência de um judaísmo deturpado, e serem anti-judeus. Daí ele achar conveniente sempre chamar a atenção: judaico-cristão é um título adequado. &lt;br /&gt;Passando a assinar “Anti-Cristo”, só poderia atrair para si mais ódio ainda dos “judaico-cristãos”, que fomentaram, desta forma, a confusão. Assim, publicações católicas não deixavam por menos, colocando que a Segunda Guerra era o reflexo do embate de duas visões de super-Homem. De um lado, o Super-Homem de Marx, da “autodecomposição coletivista do ser humano, da instrumentalização do indivíduo e da soberba contra Deus”. Do outro lado, o Super-Homem de Nietzsche, no dizer de Daniel Dupuy, prega o extermínio.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2goiYdE5jVo/TVRQUvKOWzI/AAAAAAAACDQ/YMDmBa4JbOA/s1600/Nietzsche_Olde_01.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2goiYdE5jVo/TVRQUvKOWzI/AAAAAAAACDQ/YMDmBa4JbOA/s320/Nietzsche_Olde_01.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572166956151102258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas a evocação do Super-Homem e da eliminação e desprezo dos mais fracos? Não pregara Nietzsche isso? Claro que sim, rejeitando o Cristianismo e sua opção pela humildade e pela pobreza, tidos por hipócritas avessos da Vida, pregou que cada um busque ser o maior. Porém, a opção pela eliminação do fraco não passa pela questão racial, mas é uma proposta a ser trabalhada indivíduo a indivíduo, cada um devendo buscar o Super-Homem em si, eliminando o mais fraco em si mesmo. Nada a haver com matar algum vizinho. &lt;br /&gt;E a proposta de que os nobres é que devem se impor, acima dos plebeus? Para Nietzsche, nobreza é algo que não deriva de herança sangüínea ou condição financeira. Ser nobre, para ele, é lutar sempre por suas metas, não sendo importante se vence ou não. A luta tipifica a nobreza. &lt;br /&gt;Michel Foulcault afirmou que o único sinal de reconhecimento que se pode ter para com um pensamento como o de Nietzsche é precisamente deformá-lo, faze-lo ranger, gritar. Mas, o que fizeram também foi deturpar, mentir, tentar destruir a obra desse filósofo, que foi bem claro ao afirmar: “Só alcançaremos êxito se formos fiéis a nós mesmos... Sou inteligente porque demonstro afabilidade, sem qualquer grão de soberba ou desprezo secreto... A minha fórmula para a grandeza do ser humano é “Faça o Amor!” a qualquer tempo.” Não... Nietzsche não era um nazista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A Utilização deste artigo é permitida, desde que citada a Fonte:&lt;br /&gt;SILVA FILHO, Rubens Antonio. “Nietzsche e o Nazismo - Nas Asas da Mentira.” Salvador (Bahia): A Tarde (jornal), Caderno de Cultura, p.8, 19 de agosto de 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia &lt;br /&gt;BOYER, Alain. Hierarquia e Verdade. São Paulo: Editora Ensaio, “Porque não somos nietzscheanos” (l), p.11-36, trad. Roberto Leal Ferreira, 1993. &lt;br /&gt;COMTE-SPONVILLE, André. A besta-fera, o sofista e o esteta. São Paulo: Editora Ensaio, “Porque não somos nietzscheanos” (l), p.37-96, trad. Roberto Leal Ferreira, 1993. &lt;br /&gt;CRESON, André. Nietzsche – Sa vie, son œuvre. Paris (França): Presses universitaires de France, 1947. &lt;br /&gt;FERRAZ, Maria Cristina Franco. Nietzsche, o bufão dos deuses. São Paulo: Redume Dumará, 1994. &lt;br /&gt;LEGROS, Robert. Metafísica nietzscheana da Vida. São Paulo: Editora Ensaio, “Porque não somos nietzscheanos” (l), p.151-190, trad. Roberto Leal Ferreira, 1993. &lt;br /&gt;NIETZSCHE, Wilhelm Friedrich. Sobre a Verdade e a Mentira no sentido extra-moral. São Paulo: Abril Cultural e Industrial, Os Pensadores (cl), v. Nietzsche, trad. Rubens Rodrigues Torres Filho, p.29-38, (1873)1987. &lt;br /&gt;_________________________. Humano, demasiado humano. São Paulo: Abril Cultural e Industrial, Os Pensadores (cl), v. Nietzsche, trad. Rubens Rodrigues Torres Filho, p.39-75, (1871)1987.    &lt;br /&gt;Assine E-mail SAC Canais &lt;br /&gt;_________________________. Humano, demasiado humano. São Paulo: Abril Cultural e Industrial, Os Pensadores (cl), v. Nietzsche, trad. Rubens Rodrigues Torres Filho, 2ª parte, p.77-107, (1879)1987.&lt;br /&gt; _________________________. Aurora. São Paulo: Abril Cultural e Industrial, Os Pensadores (cl), v. Nietzsche, trad. Rubens Rodrigues Torres Filho, p.109-142, (1880-1881)1987.&lt;br /&gt; _________________________. Além do Bem e do Mal – Prelúdio de uma filosofia do Futuro. São Paulo: Editora Schwartz / Companhia das Letras, Coleção das Obras de Nietzsche (cl), trad. Paulo César de Souza, (1886)1996.&lt;br /&gt;_________________________. Ecce Homo. São Paulo: Editora Schwartz / Companhia das Letras, Coleção das Obras de Nietzsche (cl), trad. Paulo César de Souza, (1888)1995.&lt;br /&gt;_________________________. O Anticristo. São Paulo: Editora Moraes Ltda, (1888)1984.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-3230229220284290496?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/3230229220284290496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=3230229220284290496' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/3230229220284290496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/3230229220284290496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/03/nietzsche-e-o-nazismo-nas-asas-da.html' title='Nietzsche e o Nazismo - Nas asas da Mentira'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapICrK2G7I/AAAAAAAAAxk/y8phOYoRZf4/s72-c/niet1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-8116862016946332589</id><published>2009-02-28T02:41:00.002-03:00</published><updated>2009-04-20T16:27:50.063-03:00</updated><title type='text'>Safo - A filha imortal de Afrodite</title><content type='html'>por Rubens Antonio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapBFm4UXzI/AAAAAAAAAxM/2s0sZCKQlDk/s1600-h/Safo6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapBFm4UXzI/AAAAAAAAAxM/2s0sZCKQlDk/s320/Safo6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308126675401465650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando o céu, podemos contemplar o cintilar majestoso da estrela Canícula, a nossa conhecida Sírius, assim como, em algumas horas de alvorecer ou verpertinas reluz soberano o planeta Vênus, também denominado Vésper ou Estrela d'Alva. Ligando estes astros, além da beleza tanto melancólica quanto efusiante, com que brindam o céu, há mais um ponto envolvido pelas cortinas da nossa fraca memória. Ambos serviram de referência para o culto à deusa do véu ligeiro, Afrodite, do Amor que pare, seduz, mata e devora, entre delícias e maldições. E a mortal Safo, das profundezas de seu momento agora tão longínquo, junto com os vapores dos seus incensos, aos céus elevou, algumas das mais belas preces a essa divindade de muitas faces e atributos. Conforme Prampolini, essa poetisa, associando paixão ardente e ternura suave, sempre melodiosa e de versos apurados, assegurou para si uma modernidade ininterrupta. Huizinga já definira a poesia como o meio mais apropriado para exprimir tudo aquilo que é vital, ordenando para facilitar a memorização e o prazer, e nessa arte Safo foi uma mestra, provavelmente, conforme Swinburne, a primeira que a Humanidade conheceu.... e quase esqueceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sao47zJf1xI/AAAAAAAAAw8/FX1cJpksUnM/s1600-h/safopinturade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 193px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sao47zJf1xI/AAAAAAAAAw8/FX1cJpksUnM/s320/safopinturade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308117710803031826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Safo" - Óleo de Charles-August Mengin - 1877&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliograficamente, sabe-se muito pouco sobre Safo (Em grego: Σαπφώ (Sapfó) - Em seu próprio dialeto: Ψάπφω (Psápfo)). Essa aristocrática nasceu em 618 aC, em Erésos, na ilha de Lésbos, viu-se órfã de pai aos seis anos, casou-se com o rico Kerkílos e teve uma filha chamada Cleides, tornando-se sacerdotisa, chegando a ser exilada duas vezes por questões políticas. No mais, as afirmações enveredam pelos caminhos imaginosos, assim como quando, apenas por ter sido encontrada na Sicília uma antiga imagem sua, lança-se que ali teria sido exilada. Mesmo seus retratos escultóricos, datados de, no mínimo, cerca de um século após sua morte, não têm qualquer veracidade, vindo os rasgos de descrição mais fidedignos de um papiro egípcio, que a desenhou baixa e algo amorenada, e do poeta Alcaios, seu contemporâneo, que, em liguagem envolta pelas brumas da poesia, lançou-a como&lt;br /&gt;"Safo, das tranças violáceas, do doce sorriso."&lt;br /&gt;Aparece também citada, noutra versão desse mesmo recorte:&lt;br /&gt;"Pura Safo, de violetas coroada e de suave sorriso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sao5y_5VeNI/AAAAAAAAAxE/mAryx-aRqBI/s1600-h/Safo-i-alkaes-1881.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 192px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sao5y_5VeNI/AAAAAAAAAxE/mAryx-aRqBI/s320/Safo-i-alkaes-1881.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308118659117709522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Safo e Cleides ouvindo Alcaios - Pintura de Alma Tadema -1881&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que essa poetisa pertenceu ao primeiro período da poesia lírica grega, sucedendo a geração da epopéia, onde estão alocados Homero e Hesíodo. Aí, onde a tradição barda e a escrita se imbricam, ela lançou suas obras, declamáveis e cantáveis, tão belas que chegou a ser reverenciada, já na Antiguidade, como a Décima Musa. Iniciara-se no estudo de cantos articulados, mais conhecidos como líricos, por o bardo sempre se fazer acompanhar por uma lira, e, através de odes, elegias, cantatas, sonetos e madrigais, essa dama desvelou o Amor. &lt;br /&gt;Em suas poesias-canções, decifrando nossas almas-esfinge, lavrou suas obras tecnicamente perfeitas em seu dialeto eólio, chegando a, para isso, criar sua original estrofe sáfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapEjxkrVuI/AAAAAAAAAxU/Br3QQMkPWHI/s1600-h/hist_pSafoart1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapEjxkrVuI/AAAAAAAAAxU/Br3QQMkPWHI/s320/hist_pSafoart1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308130492202833634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Safo e Alcaios - Pintura sobre jarro helênico do século V aC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Safo se elevava em uma sociedade masculinizada, brandindo um Amor que vagava entre sublime e atônico, lírico e erótico, daí poder-se imaginar o quanto adentrou terrenos perigosos. Entretanto, ao trabalhar sobre temas tão explosivos, dizendo coisas que normalmente agrediam os ouvidos e espíritos mais conservadores, conforme Peter Green, calou suas bocas, pois o fez tão belamente quanto ninguém mais. De fato, ler o que restou das suas poesias fornece-nos um panorama enaltecedor, onde as linhas são expressão de segredos sinceros e profundos do eu, passeando através de infernos e primaveras interiores. &lt;br /&gt;Aí entendemos o que La Fontaine quis dizer sobre a força da busca do natural e do seu galope irresistível, e é nele que encontramos Safo, com colorido linguístico e crueza de quem não sente qualquer culpa ou vergonha de sinceramente amar. &lt;br /&gt;No auge da sua maturidade, fundou uma escola musical e poética, onde educou moças nobres que demonstravam sensibilidade artística, direcionando-as para o culto de Afrodite e das Musas. Aí, Safo cantou o amor e o companheirismo entre moças, gerando uma confusão mal resolvida até hoje, pois há uma homossexualidade conjecturada em sua obra "Epitalâmios". Se para os mais isentos as indicações são insuficientes para resolver essa pendência apaixonada, os mais convencidos indicam que sua amante teria sido Erini, sua discípula.&lt;br /&gt;Também se evoca que teria tido uma amante chamada Cleis (Κλεΐς). Entretanto, é voz cada vez mais clara que essa, à qual dedicou versos, teria sido sua filha.&lt;br /&gt;Em um fragmento aparece:&lt;br /&gt;"Tenho uma preciosa menina&lt;br /&gt;bela como as flores de ouro&lt;br /&gt;Minha muito amada Cleis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que provocou, então, a visão de uma Safo homosexual? O problema está em que os primeiros a fazê-lo, buscando assim achincalhá-la foram os escandalosos poetas satíricos da Grécia do século III aC. Essa fonte de referências turvas transformou essa poetisa em uma homosexual ou em uma ninfomaníaca onívora, patética e risível, até mesmo, para reforçar seus argumentos, alterando as poesias dessa.&lt;br /&gt;No final da vida, por volta de 565 aC, a Safo histórica deixara nove livros permeados pelo culto absoluto ao Amor. Pouco crível, certamente mais um passo do processo mitificante é a versão que conta que, apaixonada e repelida pelo barqueiro Faón (Φάωνα), precipitou-se ao mar. &lt;br /&gt;Permanece uma questão séria. &lt;br /&gt;Por que da totalidade da obra de uma poetisa tão respeitada pela qualidade do que disse, apesar do que disse, temos apenas migalhas? Sabe-se que entre os romanos a reverência aos seus versos foi elevada, com Horácio estudando sua obra no século I, mas sua citação ocorria cada vez menos, esvaía-se sua figura nas escolas, tornando-se, a partir do século III, uma raridade.&lt;br /&gt;Não custa muito para entendermos o que aconteceu. No século II, o apologista cristão Tatianus atacara suas obras severamente, e, já no século IV, Gregório Nazianzus comandou a primeira grande queima de livros de Safo, mas a pancada final, que eliminou para sempre a imensa maioria das suas obras, deu-se em 1073, sob orientação do papa Gregório VII. Impunha-se um mundo de mulheres caladas e hipocrisia, no qual não cabia Safo, e, como conseqüência, em Roma e em Constantinopla, fogueiras de dimensões impressionantes consumiram suas obras, escapando desse holocausto apenas alguns poucos textos, que não chegam a expressar sequer um décimo da obra sáfica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapFGtydFqI/AAAAAAAAAxc/hT2pRpZQ31Q/s1600-h/WebSeios12052000a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapFGtydFqI/AAAAAAAAAxc/hT2pRpZQ31Q/s320/WebSeios12052000a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308131092482299554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo Heidegger afirmou que a poesia não é o sério da ação, sendo um sonho, um jogo de palavras inofensivo e ineficaz. Então por que a obra de Safo foi tão perseguida e violentada? Será que foi por ter sido mulher, inteligente, pagã, talvez homossexual e/ou por dizer o que quis dizer, sem medo? Segundo Latino Coelho, de todas as Artes, a mais bela, expressiva e difícil é a da Palavra. São as outras como ministras e ela, a soberana universal. O próprio Rui Barbosa foi taxativo ao afirmar que escrever com pureza e Arte é próprio de espíritos privilegiados. Assim foi, por certo, Safo, essa mulher, na qual a paixão atormenta e enleva, jamais envergonha, domando a mais sublime, expressiva e difícil das Artes. Podemos imaginá-la com uma lira na mão, a declamar a sua expressão mais famosa: "Amo... daí consumo-me..." O tempo levou seu físico e a intolerância muitas das suas obras, afinal, conforme ela mesma afirmou: "Como a Noite estrelada segue o Crepúsculo de róseos braços, espalhando suas trevas até os confins da Terra, assim a Morte persegue todas as coisas e, no fim, as apanha..."&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Rubens Antonio é mestre em Geologia, licenciado e bacharelado em História, bacharel em Geologia e artista plástico.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A Utilização deste artigo é permitida, desde que citada a Fonte:&lt;br /&gt;SILVA FILHO, Rubens Antonio. "Safo - A filha imortal de Afrodite."&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-8116862016946332589?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/8116862016946332589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=8116862016946332589' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8116862016946332589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8116862016946332589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/02/safo-filha-imortal-de-afrodite.html' title='Safo - A filha imortal de Afrodite'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SapBFm4UXzI/AAAAAAAAAxM/2s0sZCKQlDk/s72-c/Safo6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-8573538532188743064</id><published>2009-02-28T01:43:00.002-03:00</published><updated>2009-06-18T09:23:56.810-03:00</updated><title type='text'>Herácleitos - Do ser e do estar...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SajKTQAGiXI/AAAAAAAAAwU/hJ26mJOENVk/s1600-h/Herac4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SajKTQAGiXI/AAAAAAAAAwU/hJ26mJOENVk/s320/Herac4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307714592917850482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Rubens Antonio&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Τα πάντα ρει, μηδέποτε κατά τ'αυτό μένειν"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gregos chamavam-no Herácleitos (Ἡράκλειτος ).&lt;br /&gt;Ficou na História como um dos mais instigantes e importantes filósofos de todos os tempos, marcado por uma intuição profunda do que seria a Verdade. Seus escritos, em função da complexidade do tema, revelaram um estilo metafórico e denso, baseado em uma linguagem fundada em palavras e expressões tão complexas e cheias de simbolismos quanto exigisse o assunto. Trabalhou tantas vezes com paradoxos, que acabou tornando difícil a compreensão deles, levando os estudiosos a cognominá-lo "O Obscuro" ou "O Enigmático". &lt;br /&gt;De sua obra, cujo título é “Sobre a Natureza”, chegaram até nós apenas fragmentos, que nos oferecem uma pequena amostra do que foi o vigor desse filósofo, cuja maior contribuição incidiu no campo das teorias sobre a significação e da natureza do ser humano e do Universo. &lt;br /&gt;Para ele, o conhecimento da Verdade está baseado na percepção dos sentidos, podendo o Todo ser apenas pressentido, jamais racionalizável. Segundo Herácleitos, nunca de fato somos, mas sim estamos, e, ainda que rumemos eternamente para um Ser, jamais Seremos. &lt;br /&gt;O Ser é a Verdade de cada coisa, mas nós jamais conseguiremos Ser, permanecendo como uma promessa, um Estar-a-caminho eterno. &lt;br /&gt;Avançamos perpetuamente em direção à nossa Verdade, amadurecendo paulatinamente até chegar muito perto dela, mas, como a Perfeição Absoluta, está sempre evoluindo, quando chegarmos até o local onde esteve, já terá escapado ao nosso alcance. &lt;br /&gt;A vida é um eterno Vir-a-Ser, um Sempre-Estar e um Nunca-Será. Passamos nossa existência a perseguir em vão a nós mesmos. O Existir é um trágico e maravilhoso Estar, provocando o caráter dual que se encontra em nós e no próprio Universo, que se reflete na existência, por exemplo, de coisas frias ou quentes, úmidas ou secas, além da constante mobilidade do Ser. A um só tempo Causa e Efeito, está o conflito contido em cada unidade orgânica, inorgânica ou conceitual, no nosso Cosmos, num jogo eterno de oposições, com os contrários se embatendo e completando eternamente, que norteia toda a existência. &lt;br /&gt;Para Herácleitos, todos os seres e coisas são, paradoxalmente, ao mesmo tempo, idênticos e diferentes em si próprios, têm a mesma substância, mesmo assentamento espaço-temporal, mas sentidos de evolução díspares, apesar de complementares. Eis um de seus célebres fragmentos: Pisamos e não pisamos, duas vezes nos mesmos rios, pois as águas novas estão sempre fluindo... e também somos e não somos os mesmos... Isso é oportuno, pois, conclui Herácleitos, só há compreensão quando há contradições claras, de forma a dar ao observador uma plena consciência do que analisa. Afinal, que valor daria um ser humano à saciedade, se não existisse a fome? Só temos perfeita noção de frio, por existir o calor. &lt;br /&gt;Há necessidade do discordante, do péssimo, do desagradável, do dissonante, para que absorvamos apropriadamente o conforme, o excelente, o adorável, o adequado. Daí, os seres humanos serem como o discorde e a harmonia dotados de elementos em conflito, assim como a lira, que sem o jogo de tensões cordas-arco não produziria música. Esse conflito é comum a todas as coisas, que nascem e morrem por meio da discórdia. &lt;br /&gt;Tensões opostas constituem a estrutura oculta do Universo, garantindo seu equilíbrio, sendo a única constante, gerador e égide de toda harmonia, sem o qual nada é possível, fazendo de certas criaturas deuses e de outras homens, umas livres e outras escravas. Têm os seres humanos, os deuses e o universo que estar em contínua guerra, pois se houvesse um momento de paz esse Tudo pereceria inexoravelmente. &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SajLL8DssKI/AAAAAAAAAwk/0QdIo9iuRfs/s1600-h/Herac1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SajLL8DssKI/AAAAAAAAAwk/0QdIo9iuRfs/s320/Herac1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307715566816768162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como nada é constante, tudo passa, tudo flui, sendo a vida uma sucessão de realidades sempre distantes. Eis o que conclui em outros de seus fragmentos que restaram:&lt;br /&gt;Nada É... Tudo sempre está se fazendo. Tudo flui (πάντα ρει), nada permanecendo, senão o que é instável, pois onde não há inconstância há decadência... &lt;br /&gt;Para Herácleitos, este Cosmos não foi criado por qualquer ser inteligente, devendo a sua natureza mais profunda ser observada a partir das transformações de quatro elementos básicos, água, ar, terra e fogo. Entendeu que eles realizam um tipo de diálogo de existência e transformação, com cada um devorando o outro, ao mesmo tempo que morre, pois consome o seu alimento. Julgou ter encontrado aí as relações fundamentais, numa verdadeira roda-viva concepcional, onde viu a base de tudo no fogo, o elemental mais fugidio e transformável. Tudo dele vem e para ele retorna, sendo o princípio fundamental no qual está determinada a vida, que aparece e muda segundo maior ou menor conteúdo de fogo. O fogo determina todas as coisas e vice-versa, verificando-se a mudança através de condensações e rarefações, provocando indigência ou plenitude. &lt;br /&gt;A divisão da Unidade, esse Fogo Divino Original, na multiplicidade dos fenômenos opostos, é um "caminho para baixo", o que provoca sua perpétua revolução. A busca da harmonia leva novamente à Unidade pelo "caminho para o alto". Herácleitos afirmou não poder precisar em que consiste realmente esse Fogo Verdadeiro, apenas podendo tecer comentários quanto à sua natureza, sendo algo mais que o perceptível pelos sentidos comuns, tendo características muito mais elevadas. Tudo acende e apaga na mesma medida, e esse fogo, expressão da própria razão divina, princípio ativo, inteligente e criador, Lei Universal, gera, ao tempo em que conduz à destruição, que arrasará tudo, até mesmo os deuses. Para que pudéssemos existir, algo pré-existente teve que ser destruído, da mesma forma que, em um futuro incerto, novos seres humanos, deuses e universo estarão aqui, ocupando o espaço deixado pela nossa destruição. &lt;br /&gt;Desta forma, Herácleitos buscou, através da sua emoção controlada, o significado, o sentido e, porque não dizer, a lógica e a razão desse contínuo Vir-a-Ser, da Geração e Destruição eternas. Pretendia encontrar a Lei Superior, que produz a harmonia dos contrários no conflito universal e conforme a qual tudo é regido em sua totalidade... A um certo nível, em linguagem atual, queria entender o raciocínio e os sentimentos de Deus... &lt;br /&gt;Por isso, ciente do impacto e conseqüência de todo o seu pensamento, confiou sua obra ao templo de Artemisa, em Efésos, com a condição única de que o seu conteúdo só fosse publicado após sua morte, que aconteceu em 475 aC.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SjoxXbt9z-I/AAAAAAAABG0/QXOmVaAxAIk/s1600-h/A+TArde+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SjoxXbt9z-I/AAAAAAAABG0/QXOmVaAxAIk/s320/A+TArde+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348641786103189474" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;À luz do estágio atual da ciência, os estudos de Herácleitos seguem, como ele mesmo gostaria de dizer, um "caminho para cima". O seu fogo interno, cuja natureza real ele não conseguia mais que especular, pode ser denominado por nós energia, ganhando sentido novo. Teria antevisto de maneira espetacular um conceito atual, como um vidente de expressão fantástica, aproximadamente na mesma época em que Demócrito estabelecia o conceito de átomo e, logo, Arquimedes estava a descobrir mecanismos de máquinas fantásticas. O domínio da eletricidade, do cálculo diferencial e integral poderiam ter florescido rapidamente, chegando a causar um arrepio pressupor que a Grécia antiga, com base na Filosofia e nas ciências que esta embasou, suas filhas, como a Matemática, a Física e a Química, caso se entregasse mais às atividades do saber científico e menos às mesquinharias políticas e às guerras, pudesse ter chegado à revolução industrial, à energia elétrica e à nuclear. Mas logo as loucuras bélicas aniquilaram o vigor grego antigo, e os seus sucessores culturais - a indolência romana, o barbarismo germânico e o escapismo cristão - só fizeram confirmar o retrocesso, fazendo com que a humanidade passasse cerca de dois mil anos marcando passo. &lt;br /&gt;Observamos a nossa estrela mãe, o Sol. Da nuvem que o envolvia viemos, com o nosso mundo começando sua existência em meio a chamas e mares de lava, que pareciam eternos. Tudo que está ao nosso redor foi fogo e sabemos que o Sol é o fruto do equilíbrio entre explosões nucleares indescritíveis, que ocorrem em seu interior, e o peso imenso das suas camadas superiores, a evitar sua explosão. É o jogo de tensões opostas, a garantir o equilíbrio, que um dia deixará de existir. &lt;br /&gt;O astrônomo, humanista e filólogo Carl Sagan, famoso pela série de televisão, Cosmos, parece ter lançado a mais clara projeção das idéias de Herácleitos, para o nosso tempo. Segundo ele, não há abrigo que nos proteja das mudanças no Cosmos, quando "as colossais explosões de estrelas supernovas podem ser como a agonia da morte e as dores do parto. Isso por toda a estrela e os planetas próximos serem destruídos, ao tempo em que novos elementos são criados, constituindo a matéria de novos mundos e novas formas de vida". Daqui a uns quatro ou cinco bilhões de anos, quando a força das explosões internas diminuir o suficiente, a superfície do Sol mergulhará rumo ao seu próprio interior. Isso provocará uma tensão imensa, paradoxalmente, bem ao gosto de Herácleitos, resultando numa espécie de explosão, que conduzirá a um ressurgir glorioso e fenomenal desse astro. Em tal momento, como o deus Saturno, o Sol devorará os seus filhos, entre os quais estará este nosso lar – a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SajKygqpinI/AAAAAAAAAwc/kvP8tHdIBrk/s1600-h/Herac5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SajKygqpinI/AAAAAAAAAwc/kvP8tHdIBrk/s320/Herac5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307715129967217266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A Utilização deste artigo é permitida, desde que citada a Fonte:&lt;br /&gt;SILVA FILHO, Rubens Antonio da. "Herácleitos: O homem do rio corrente".&lt;br /&gt;Salvador (Bahia): A Tarde (jornal), Caderno de Cultura, p.8, 20 de fevereiro de 2000.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-8573538532188743064?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/8573538532188743064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=8573538532188743064' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8573538532188743064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/8573538532188743064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2009/02/heracleitos-do-ser-e-do-estar.html' title='Herácleitos - Do ser e do estar...'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SajKTQAGiXI/AAAAAAAAAwU/hJ26mJOENVk/s72-c/Herac4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-474451962208516358</id><published>2007-12-15T00:46:00.000-03:00</published><updated>2007-12-15T00:49:14.674-03:00</updated><title type='text'>Um discurso...</title><content type='html'>DISCURSO ÀS GRADUANDAS E GRADUANDOS EM BIOLOGIA – UNEB – BONFIM – QUE ME HONRARAM COM A HOMENAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigas e Amigos...&lt;br /&gt;Colegas que se formam.&lt;br /&gt;Mais uma vez, vejo-me honrado pela imensa generosidade com que me brindam, homenagenado-me. Infelizmente, mais uma vez, com descortesia retribuo, não comparecendo ao evento, apresentando este discurso através de representante.Amigas e Amigos... Cada contato que tenho com vocês realça que eu sou um professor no exílio. Um dia... quando o Mal vento passar... meu barco há de retornar... Afinal... “Navigare Necesse. Vivere non necesse.” – disse Pompeu, general romano – “Navegar é Necessário. Viver não é Necessário.”&lt;br /&gt;Podemos cuidar de olhar esta citação com outra versão de igual valia. “Navegar é preciso... Viver é IMPRECISO.”Juntemos tudo... A Necessidade de Navegar, a Imprecisão da Vida, a Determinação de vocês, colegas que hoje formam. Tudo isto nos trouxe aqui.“Parabéns”... Palavra que em vocês brilha, hoje... e que brilhou a cada passo que deram na Universidade... na Vida... Ainda que não tenham ouvido os aplausos...Em vocês também reluz a “Escola”... E o que é a Escola? Absolutamente todos os espaços deste imenso Multiverso humano. Agora, mais que nunca, lembrem, que carregam consigo mais que adestramento... Mais que ensinamento... A Ciência é montada numa associação profunda entre Razão e Experiências. Mas também é bem mais...&lt;br /&gt;Lembrem disto... A Razão Pura e a Experiência acima de tudo e sempre... menos da Sensibilidade... do Coração... da Fraternidade... da Ética... do Profundamente Humano.Jamais esqueçamos, amigas e amigos, que uma Ciência tem que ter um Norte Ideológico, e ele é aquele que privilegia a Educação... o Ético... o Belo... o Caráter.Estas são as Prioridades e o correto... neste Mundo de valores geralmente bem proclamados e pessimamente praticados.Paga-se o preço por privilegiar estes valores, mas, tenham certeza, os Galardões são bem maiores... Vivo o direito de chamar, de cabeça erguida, olhos nos olhos, sinceramente, a vocês assim... mais que Amigas e Amigos... Irmãs e Irmãos.Espero que vocês, que me ensinaram e lembraram sempre, isso, a cada dia... nas salas-de-aula, nas caminhadas, nos bate-papos, continuem com esta bela chama...A partir de hoje, mais que antes, jamais esqueçamos que, em todos atos e fatos, somos, eternamente, alunas, alunos e professores.&lt;br /&gt;Lembrem Nietzsche... “A Dignidade e a Nobreza não estão na Vitória... Estão na Tentativa... Alguns conseguem, outros não.. O que tipifica o Forte é a Luta... é ela quem dignifica a nossa Vida.”Um Brinde a todos aquelas e aqueles que, apesar de terem se esforçado, não conseguiram chegar aqui, freiados pelo Funil da Educação...Brindemos ao Brilho que vocês trouxeram aos olhos emocionados de quem os Ama.Brindo especialmente, a vocês, irmãs e irmãos.Boa viagem... e, sempre que praticarem uma decisão... lembrem desta palavra como um grande Farol em suas Vidas:Integridade!&lt;br /&gt;Abraços em seus corações..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-474451962208516358?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/474451962208516358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=474451962208516358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/474451962208516358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/474451962208516358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2007/12/um-discurso.html' title='Um discurso...'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7584484.post-110912141860106841</id><published>2005-02-22T22:15:00.000-03:00</published><updated>2009-03-01T18:30:19.425-03:00</updated><title type='text'>Cecilia Meirelles</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sar-XShkn3I/AAAAAAAAAyM/BOXZuzURkOQ/s1600-h/Cecilia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sar-XShkn3I/AAAAAAAAAyM/BOXZuzURkOQ/s320/Cecilia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308334786872647538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"CANÇÃO"&lt;br /&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca eu tivera querido&lt;br /&gt;Dizer palavra tão louca:&lt;br /&gt;bateu-me o vento na boca&lt;br /&gt;e depois no Teu ouvido.&lt;br /&gt;Levou somente a palavra,&lt;br /&gt;deixou ficar o sentido.&lt;br /&gt;O sentido está guardado&lt;br /&gt;no rosto com que Te miro,&lt;br /&gt;neste perdido suspiro&lt;br /&gt;que Te segue alucinado,&lt;br /&gt;no meu sorriso suspenso&lt;br /&gt;como um beijo malogrado.&lt;br /&gt;Nunca ninguém viu ninguém&lt;br /&gt;que o Amor pusesse tão triste.&lt;br /&gt;Essa tristeza não viste,&lt;br /&gt;e eu sei que ela se vê bem...&lt;br /&gt;Só se aquele mesmo vento&lt;br /&gt;fechou Teus olhos, também...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7584484-110912141860106841?l=rubensantonio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rubensantonio.blogspot.com/feeds/110912141860106841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7584484&amp;postID=110912141860106841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/110912141860106841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7584484/posts/default/110912141860106841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rubensantonio.blogspot.com/2005/02/cecilia-meirelles.html' title='Cecilia Meirelles'/><author><name>Rubens Antonio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06647586254808897470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/SgrHGQbianI/AAAAAAAABAU/bnF5ANQIEf0/S220/Rubens+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zFTeI7dLEyM/Sar-XShkn3I/AAAAAAAAAyM/BOXZuzURkOQ/s72-c/Cecilia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
